Bom dia!
O EWZ, fundo que representa as ações brasileiras em Nova York, acompanha o otimismo dos futuros americanos nesta sexta-feira que marca o último pregão antes das eleições. O EWZ funciona como uma espécie de termômetro para qual deve ser a direção do Ibovespa no dia. É, de qualquer forma, sempre um momento de tensão para os mercados financeiros.
As pesquisas eleitorais têm mostrado há semanas um empate técnico entre Lula e Flávio Bolsonaro, com os números mais recentes do Datafolha, divulgados na noite de quinta-feira, apontando uma relativa melhora, dentro da margem de erro, para o presidente. Outro fator que influencia os humores do mercado é a mudança nos rituais do período eleitoral, sendo o cancelamento do debate presidencial na Globo um marco simbólico da forma de disputar uma eleição. A agenda econômica doméstica é fraca, com destaque para a produção industrial de agosto.
Apesar das eleições, investidores não podem se dar ao luxo de esquecer o cenário internacional. Nesta sexta, os EUA divulgam o payroll, com dados oficiais de emprego nos EUA. A expectativa é de que o número de pessoas empregadas tenha subido, mas menos do que em agosto.
Os dados de emprego ajudam a balizar as apostas para a subida dos juros nos EUA, ante a persistência da inflação causada pelo choque do petróleo. Quem também sofre com a alta de preços é a Europa. A Zona do Euro registrou inflação de 3,8% em setembro (na leitura preliminar), acima das expectativas do mercado, que apontavam 3,6%. A meta de inflação do Banco Central Europeu é de 2% ao ano. Em setembro, a autoridade monetária já havia subido os juros para conter a inflação. Bons negócios.
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