Olá, investidor. Após as fortes quedas da véspera, o petróleo e o minério de ferro voltaram a subir de preço nesta terça-feira (12), impulsionados pela flexibilização das restrições na China e pelo alerta feito pela Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) à União Europeia (UE). Na China, teve início uma flexibilização das medidas restritivas impostas em virtude do aumento do número de casos de coronavírus na cidade de Xangai, a segunda maior do país. A imposição de restrições à indústria, ao setor de serviços e à circulação de pessoas na região havia contribuído para o recuo do preço do barril de petróleo no mercado internacional, uma vez que tais restrições implicam uma forte queda na demanda pelos derivados da commodity. Com a volta do funcionamento pleno da indústria na região, volta a crescer a procura por insumos como minério de ferro, e a retomada da circulação de pessoas e mercadorias aumenta a demanda por combustíveis, valorizando a cotação destes produtos no mercado internacional. Além disso, representantes da Opep e da UE se reuniram na segunda-feira (11), em mais uma tentativa de convencer os países exportadores de petróleo a aumentar sua produção para suprir o mercado ocidental em caso da aplicação de sanções ao setor energético russo. Mas a Opep informou que a aplicação de sanções à Rússia poderia causar um dos piores choques de oferta de petróleo de todos os tempos, resultando em uma disparada dos preços da commodity. As notícias são positivas para as petrolíferas e mineradoras listadas na Bolsa brasileira, pensando no curto prazo. Leia no 'Investigando o Mercado' (exclusivo para assinantes do UOL Investimentos): informações sobre os relatórios de produção das petrolíferas PetroRio e 3R Petroleum. Um abraço, Rafael Bevilacqua Estrategista-chefe e sócio-fundador da Levante Queremos ouvir vocêTem alguma dúvida ou sugestão sobre investimentos? Mande sua pergunta para uoleconomiafinancas@uol.com.br. |
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