Oficiais das Forças Armadas ocupam funções diversas no governo federal como cuidar da Amazônia, da Ciência e Tecnologia ou do Ministério da Saúde. Para o colunista Chico Alves, o resultado desastroso nas áreas citadas deveria ser suficiente para provar que fardas não são uniformes de super-heróis. Não se vê nem sinal de autocrítica. Pelo contrário: alguns generais do governo querem estender ainda mais sua área de atuação. É o caso de Augusto Heleno, o titular do Gabinete de Segurança Institucional. Ontem, em entrevista a uma rádio bolsonarista, ele se atribuiu autoridade jurídica para decidir questões constitucionais. O ministro do GSI voltou ao famigerado artigo 142 da Constituição para dar a mesma interpretação que a turba das manifestações antidemocráticas volta e meia pede, a de que o texto confere às Forças Armadas um tal poder moderador. Segundo Chico Alves, o ministro-general vestiu a toga e desconsiderou completamente a decisão da instituição que tem a atribuição legal de dirimir dúvidas sobre artigos constitucionais. Coincidentemente, na mesma noite em que Heleno criava sua jurisprudência particular, a ministra Cármen Lúcia reiterava em entrevista à jornalista Miriam Leitão que as Forças Armadas não são poder moderador. Na verdade, não são sequer um poder. A insistência nessa interpretação destrambelhada não pode ser chamada de outra forma senão pela palavra que infelizmente tem sido muito pronunciada ultimamente: golpe" Chico Alves Na newsletter Olhar Apurado de hoje, trazemos uma curadoria com os pontos de vista dos colunistas do UOL, que acompanham de todos os ângulos a repercussão do noticiário. |
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