Olá leitor, tudo bem por aí? Voltamos pra sua caixa de email para te lembrar de duas coisas: 1) hoje é quarta-feira e hora de dar aquele penúltimo gás pro fim de semana; 2) as Olimpíadas acabaram, pra tristeza geral da nação, mas tem newsletter do TAB para te dar uma injeção de ânimo. Nessa semana, nossos guerreiros voltaram das ruas cheios de reportagens afiadíssimas, como o perfil da Erika Hilton (a primeira vereadora trans eleita na cidade de SP), a história de um coveiro youtuber, a saga do hit "Baile de Favela" até as Olimpíadas e uma praia conhecida pelos tubarões que atrai turistas. Vem quente que a gente tá fervendo! Pulsão de morte ou só mais um dia no Brasil? Não faltam placas ou histórias aterrorizantes de aviso para os banhistas evitarem a praia da Piedade em Jaboatão dos Guararapes (PE). Só no mês de julho, um homem morreu e outro saiu gravemente ferido por causa de ataques de tubarões. No entanto, a praia dos tubarões virou chamarisco de turistas, doidos para avistarem um predador ao vivo e a cores. Uns são mais prudentes e ficam quietinhos na areia, já outros arriscam até colocar um pezinho na água. "O brasileiro é teimoso", resume uma banhista à nossa repórter Alice de Souza sobre a praia que nem o Steven Spielberg conseguiria imaginar.
"Eu só vivi" Erika Hilton (PSOL - SP) fez história nas eleições municipais de 2020 quando foi eleita para o cargo de vereadora, sendo a primeira travesti a ocupar um cargo na Câmara Municipal na cidade de SP. Aos 28 anos, Hilton é uma das principais vozes do ativismo LGBTQ+ e, por conta da sua identidade e posicionamento político, não é incomum receber ameaças de morte e mensagens de ódio pela internet. No perfil desta semana, a repórter Letícia Naísa conta sobre jornada de Hilton: da vida nas ruas, exploração infantil, política à vida amorosa.
Baile de Favela: quando o funk faz história Lançada em 2015, a faixa "Baile de Favela" do MC João rapidamente virou febre nacional, levando endereços antes desconhecidos de bailes nas periferias paulistas para a boca do povo brasileiro. Seis anos depois, o inconfundível beat do DJ R7 e a voz de João ecoaram pelo ginásio de Tóquio na apresentação de Rebeca Souza de ginástica artística nas Olimpíadas 2020. A vitória foi dupla: Rebeca levou a medalha de ouro para casa e "Baile de Favela" conquistou um lugar indisputável na música popular brasileira. O repórter Tiago Dias traçou toda a saga do hit: dos bailes às Olimpíadas.
Vídeos Aleatórios do Coveiro Fabrício da Silva Pascoal trabalha há 15 anos como coveiro no cemitério São João Batista em Guarapari (ES). Notando a curiosidade mórbida (perdão o trocadilho) em torno do seu ofício, Pascoal abriu um canal no YouTube para mostrar a rotina na necrópoles e como são feitas as exumações nos jazigos. O canal ganhou fãs pelo carisma do sepultador e sua forma respeitosa de tratar os mortos. "Encontrei minha zona de conforto", contou o coveiro youtuber à repórter Marie Declercq. Folie à deux No Benedito Bentes, bairro da periferia de Maceió (AL), os moradores da Rua A Dezesseis temem perder suas casas por causa de duas irmãs que passaram cerca de oito anos -- todos os dias e sem pausa -- cavando com uma colher de pedreiro toda extensão do terreno em que moravam. Sim, elas literalmente cavaram o chão com uma colher em volta da casa em que viviam, em um caso clássico de 'delírio a dois'. Por conta da escavação, rachaduras foram aparecendo nas casas vizinhas, com risco de desabamento. Jean Albuquerque conta em detalhes essa história que poderia ter autoria de Stephen King. "Eu vivo de poesia neste país em que quase ninguém lê" O repórter Mateus Araújo conversou com Miró da Muribeca, um dos mais importantes poetas brasileiros que há mais de 35 anos se dedica a escrever versos e fazer performances poéticas no Recife, sua cidade natal e cenário onipresente de suas poesias urbanas e marginais. No dia 27 de julho, o artista de 60 anos inaugurou uma oficina de dois encontros e fez sua primeira transmissão ao vivo contando sobre sua história e o seu processo de criação, emocionando os fãs e escritores presentes.
Tudo é política Andreia Lima sai todos os dias de casa, na periferia de Curitiba (PR), para trabalhar como diarista. Lima, no entanto, não é mais uma mulher trabalhadora do Brasil. Em 2020, foi eleita vereadora suplente em um mandato coletivo pelo PT junto com a colega Giorgia Prates, no Mandato Coletivo das Pretas. Lima não ganha salário e nem auxílio por ser suplente, mas faz política todos os dias em contato com organizações e movimentos populares. O repórter Vinicius Kochinski acompanhou jornada diária da política de 45 anos nas ruas da capital paranaense. 
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