Na contramão do que previa Arthur Lira, Bolsonaro não digeriu a derrota no plenário da Câmara. Na sua primeira parada no cercadinho do Alvorada, o capitão mandou às favas o compromisso que assumira com o presidente na Câmara de aceitar o resultado da votação que enterrou a proposta que instituía o voto impresso. A informação é do colunista Josias de Souza. Bolsonaro elogiou os deputados que, como ele, não acreditam na "lisura das urnas" eletrônicas e disse que os que se posicionaram contra o voto impresso ou se ausentaram da sessão agiram sob chantagem e por medo de retaliação. Há dois dias, Bolsonaro já havia esboçado a reação. Admitiu que seria derrotado, mas não contemplou a hipótese de que os deputados poderiam rejeitar o voto impresso por entender que o sistema de votação eletrônico é confiável e auditável. Na versão construída por Bolsonaro com antecedência, a proposta seria rejeitada porque Luís Roberto Barroso, presidente do TSE e ministro do Supremo, "apavorou" os deputados. Aqueles que têm contas a ajustar com a Suprema Corte teriam ficado com medo de sofrer retaliações judiciais. Bolsonaro deixou de ser um presidente imprevisível. Tornou-se um personagem tristemente previsível" Josias de Souza Na newsletter Olhar Apurado de hoje, trazemos uma curadoria com os pontos de vista dos colunistas do UOL, que acompanham de todos os ângulos a repercussão do noticiário. |
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