A repórter Lola Ferreira conta que elementos de diferentes investigações indicam que, no dia seguinte ao assassinato da vereadora Marielle Franco e Anderson Gomes, o miliciano Adriano da Nóbrega, conhecido como Capitão Adriano, convocou uma reunião com milicianos para tratar do crime.
O ex-policial militar --morto em uma operação policial em 2020-- reuniu-se com milicianos e matadores em uma padaria de Rio das Pedras, onde chefiava uma milícia. Ao menos três pessoas citaram o encontro, segundo investigações.
De acordo com duas testemunhas, o então chefe do Escritório do Crime, grupo de matadores de aluguel, queria saber se algum de seus aliados estava envolvido no crime.
A reunião surgiu em depoimento recente do miliciano Jorge Alberto Moreth, o Beto Bomba, à Polícia Civil. Para tentar descobrir a ligação de Ronnie Lessa, réu por assassinar Marielle, com o ex-vereador Cristiano Girão, o Ministério Público do Rio retomou as investigações sobre um duplo homicídio em 2014.
Ele afirmou que "ficou sabendo" da reunião convocada por Adriano ocorrida no dia seguinte à morte de Marielle para apurar quem estaria envolvido no crime. É Beto Bomba quem cita o local onde aconteceu o encontro.
Em conversa encontrada em celular de Ronnie Lessa, o acusado de matar Marielle também cita um encontro de milicianos relacionado à morte da ex-vereadora. Lessa vai ao Tribunal do Júri em data ainda a ser definida pela Justiça. O mandante do assassinato de Marielle em 14 de março de 2018 ainda não foi identificado. 
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