Campanhas de vacinação contra o novo coronavírus têm, além de claros benefícios à saúde pública mundial, um importante impacto na economia global. No caso brasileiro, um cenário da falta de uma vacinação ampla no mundo geraria uma perda para a economia nacional de US$ 89 bilhões. Uma imunização de grande parte dos países em desenvolvimento traria as perdas para apenas US$ 6 bilhões. A constatação faz parte de documentos internos usados pela OMS (Organização Mundial da Saúde) e é publicada hoje no UOL pelo colunista Jamil Chade. O estudo, explica, foi criado para avaliar a aprovação de produtos, como a vacina da Pfizer, e constata que a imunização evitará perdas no valor de trilhões de dólares para a economia global e, em especial, garantirá uma importante injeção na recuperação de países em desenvolvimento. A vacinação é a forma mais rápida para estabilizar os sistemas de saúde, restaurar serviços essenciais e estimular uma recuperação verdadeiramente global da economia." Tedros Ghebreyesus, diretor-geral da OMS O conselho consultivo da agência de saúde se reuniu para determinar de que forma a vacina deveria ser usada, o número de doses que deveria ser dado e quem deveria ser beneficiado. A coluna obteve os documentos que formaram base da reunião e que demonstram, com cálculos precisos, o impacto que a vacinação terá para a economia. De acordo com os documentos da OMS, uma vacina que evite a volta de lockdowns e distanciamento social teria um "alto valor" como instrumento para evitar a perda do PIB (Produto Interno Bruto) de diferentes países. Mas de nada adiantará se apenas uma região do planeta ou alguns poucos países vacinarem suas populações: com a economia global interconectada, risco de recontaminações e interrupção de viagens, uma vacinação parcial — ou regional — não seria a solução definitiva. 
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