O Tribunal Especial Misto formado por deputados estaduais e desembargadores do TJ-RJ (Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro), que julga o processo de impeachment do governador afastado Wilson Witzel (PSC), negou por 8 votos a 2 um pedido para suspensão da sessão que ouve testemunhas de acusação e defesa na manhã de hoje. A solicitação foi feita pela defesa de Witzel, que alegou não ter condições de interrogar as testemunhas, já que só na tarde de ontem é que teve acesso ao inquérito do MPF (Ministério Público Federal). Witzel foi denunciado por crime de responsabilidade e está afastado desde 28 de agosto pelo prazo de 180 dias. Ele é investigado por suposta participação em fraudes na área da saúde. Com o pedido negado, a primeira testemunha a depor foi o ex-secretário de Desenvolvimento Econômico Lucas Tristão —conhecido informalmente como "braço direito de Witzel", devido à proximidade entre os dois. Tristão, que está preso desde o dia 28 de agosto, disse em depoimento por meio de videoconferência que hoje se considera inimigo de Witzel e que nunca foi "garoto de recados". O ex-presidente nacional do PSC, Pastor Everaldo pediu "clemência e misericórdia", enquanto depunha para o Tribunal Misto. Ele chorou e disse que não tinha condições de depor por meio de videoconferência, já que também está preso desde 28 de agosto sob acusação de participar de fraudes em compras na área da saúde durante a pandemia. O Tribunal ouve hoje 27 testemunhas de acusação e de defesa no processo de impeachment. O interrogatório de Witzel está marcado para amanhã (18), às 16h, ocasião em que deverá apresentar sua defesa. As duas sessões serão no Tribunal Pleno do TJRJ. 
|
Nenhum comentário:
Postar um comentário