O Ministério da Saúde apresentou hoje o plano nacional de operacionalização da vacinação contra a covid-19. A estimativa é de que os grupos de maior risco e de maior exposição estariam vacinados ainda no primeiro semestre de 2021. No entanto, o governo brasileiro ainda avalia questões como a marca da vacina a ser investida e se ela será ou não obrigatória para a população. Detalhes logísticos também ainda não foram esclarecidos, mas o ministério afirmou que acredita que no final de fevereiro pode começar a campanha, enquanto Estados Unidos e Reino Unido já estão em fase de vacinação. Pressionado pelo impasse relacionado às vacinas, o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, disse não entender a "ansiedade" na cobrança por uma vacina. A fala gerou críticas por partidos de oposição, que lembraram o número de mortos em decorrência do novo coronavírus no país — ontem, o Brasil registrou 915 mortes pela covid-19 no período de 24 horas, o maior número em mais de um mês. Apesar de uma ordem do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) para cancelar a intenção de compra de 46 milhões de doses de vacina desenvolvida pelo Instituto Butantan em parceria com o laboratório chinês Sinovac, o governo federal manteve o acordo com o governo João Doria (PSDB). A farmacêutica americana Pfizer protocolou hoje resultados de testes da fase 3 de sua vacina na Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Os documentos agora passam por análise do órgão. Obrigatoriedade da vacina O STF (Supremo Tribunal Federal) também começou a julgar hoje, em sessão do plenário do tribunal, duas ações que discutem a obrigatoriedade da vacinação. Durante a sessão, o procurador-geral da República, Augusto Aras, afirmou que a obrigatoriedade da vacinação não autoriza o Estado a forçar fisicamente as pessoas a tomarem o imunizante. "A vacinação obrigatória não significa condução coercitiva e aplicação de força física para inocular o imunizante", disse. Para Aras, caso seja determinada a obrigatoriedade da vacinação, as pessoas que se recusarem a receber o imunizante podem estar sujeitas a penalidades —como a proibição de exercer alguns direitos e o acesso a programas públicos. 
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