Mega-assaltos a bancos e bases-fortes de empresas de guarda de valores levaram mais de R$ 500 milhões em menos de cinco anos, além de terem causado 12 mortes. Os números fazem parte de um levantamento do UOL sobre 26 crimes cometidos em 23 cidades do país, desde novembro de 2015, que é destaque na cobertura desta segunda-feira (14). No começo deste mês, foram registrados ataques em Criciúma (SC) e em Cametá (PA). Reportagem de Eduardo Militão mostra que os 26 assaltos analisados têm em comum a modalidade de "domínio de cidades" —uma evolução do chamado "novo cangaço". Os criminosos fecham batalhões da PM e as entradas das cidades, usam explosivos e armas pesadas, como fuzis capazes de derrubar tanques e aeronaves. Outros pontos importantes do levantamento: - Após um pico em 2016, o número de ações desse tipo vinha caindo no Brasil, mas voltou a subir. Em 2020, foram cinco assaltos.
- Nos últimos três anos, os criminosos passaram a roubar menos bases-fortes de empresas de segurança e mais bancos tradicionais --principalmente o Banco do Brasil, que faz a distribuição de dinheiro para outras instituições financeiras.
- A mudança de alvo resultou em aumento na média de valor roubado --de R$ 19 milhões para R$ 21 milhões por assalto.
- As cidades atingidas são menores e a maioria fica no Sudeste e no Nordeste.
O tenente-coronel da PM de Mato Grosso, Lucélio Martins França, autor do livro "Alfa bravo: crimes violentos contra o patrimônio", diz que: "Os criminosos estão evoluindo no sentido de correr menos riscos, ao tempo que tornam suas ações mais vantajosas." Carolina Ricardo, diretora do Instituto Sou da Paz, concorda: "Há um planejamento maior que faz com que esses assaltos sejam mais precisos e certeiros e consigam trazer uma grande monta de valores." A Associação Brasileira de Transporte de Valores (ABTV), a Febraban (Federação Brasileira de Bancos) e o Banco do Brasil informaram que investiram em mais segurança e mantêm contato com autoridades para evitar essas ocorrências. A federação dos bancos fala em R$ 9 bilhões por ano, "o triplo" do registrado dez anos atrás". 
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