A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) afirmou hoje que os pedidos de uso emergencial das vacinas contra o novo coronavírus que chegarem até o órgão terão sua avaliação concluída em até dez dias após a solicitação. Em nota, a agência ainda disse que apenas vacinas com testes clínicos conduzidos no Brasil poderão receber a aprovação emergencial. No comunicado, a Anvisa afirmou também que o simples registro emergencial por órgãos de outros países não bastará para replicar a aprovação no Brasil. Até agora, nenhum fabricante pediu a aprovação emergencial de alguma vacina para a Anvisa. Hoje, o governo de São Paulo anunciou que pedirá o registro definitivo e o emergencial da CoronaVac - produzida pelo laboratório chinês Sinovac e pelo Instituto Butantan - ao mesmo tempo, e que conta com a aprovação da agência local na China para abreviar o registro no Brasil. A agência disse que seus servidores estão trabalhando em tempo integral, inclusive nas semanas de Natal e Ano Novo, para avaliar os procedimentos relacionados a vacinas. O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), rebateu hoje declarações feitas ontem pelo governo federal que envolvem o início da campanha de vacinação nacional contra a covid-19. O tucano voltou a cobrar uma definição do Ministério da Saúde sobre a data em que o governo pretende começar a imunizar a população. "O governo não tem sequer a data para começar [a vacinação]", disse hoje Doria. "O Brasil quer menos política e mais vacina". Em manifestação enviada hoje ao ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (CF-OAB) tenta obter uma liminar para obrigar o governo federal a comprar vacinas contra a covid-19 que já tenham sido aprovadas por autoridades sanitárias no exterior, mesmo sem registro da Anvisa. É o caso, por exemplo, da vacina da Pfizer, que já começou a ser aplicada no Reino Unido e nos Estados Unidos. 
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