quinta-feira, 9 de janeiro de 2020

Growthaholics #176 - Quero empreender, quais são as minhas opções?

 
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Gostaria de desejar um excelente 2020 a todos os assinantes Growthaholics! Estamos de volta com a programação normal: é newsletter e podcast novo toda quinta-feira. Voltamos do recesso já com a corda toda e cheios de energia para transformar esse país!


E falando nisso, o ano das startups brasileiras já começou a todo vapor, com um novo unicórnio. Mas disso, falamos mais abaixo.


No podcast dessa semana, abrimos portas para aqueles que têm o desejo de empreender e não sabem por onde. Meus convidados, Milena Fonseca e Felipe Collins, e eu damos boas opções. Bora explorar novos caminhos? Basta ouvir no seu player favorito!

E o que mais temos essa semana?

#Quero empreender, quais são as opções?

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Com a virada do ano, as novas resoluções para 2020, muitas pessoas se veem questionando os rumos de suas carreiras. No episódio do podcast dessa semana abordamos exatamente essas inquietudes. Eu quero empreender e agora? 


Ser empreendedor significa estar disposto a correr riscos. Podemos identificar um empreendedor como uma pessoa curiosa, hands on, e inconformada, no sentido de sempre buscar novas alternativas, possibilidades, até atingir (ou chegar muito próximo) de seu ideal, challenge driven, problem solver e acima de tudo, uma pessoa que trabalha com bastante autonomia.


O primeiro passo é reconhecer o seu propósito. O que te motiva, o que te impulsiona? Vale lembrar que propósito nem sempre está ligado a uma causa social, ele pode estar ligado a uma dor que precisa ser resolvida. Você pode, claro, criar uma startup, com uma visão de escalabilidade, dor do mercado e validação do problema que pretende resolver. E isso exige bastante dedicação até que se valide o negócio.


Você também pode optar pelo Lifestyle Business. Uma maneira menos escalável de negócio, mas que gerar seus dividendos. Porém há também opção para quem não criou coragem para se demitir ou não encontrou seu caminho. Já pensou em ser intraeempreendedor? Que tal atuar dentro mesmo dentro da sua empresa buscando novas alternativas, resolução de problemas, melhoria de processos, novos canais, etc?


No episódio aprofundamos essas possibilidades e tudo o que precisamos saber (e, talvez, ser) para correr atrás. Para ler mais e ouvir o podcast, clique aqui!


Quer ouvir mais sobre empreendedorismo? Meu sócio Arthur Garutti foi convidado do programa Economia em Foco, da Jovem Pan, e você pode conferir o vídeo aqui.

#Mais um pra conta

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De uma rodada de US$ 175 milhões, liderada pelos fundos americanos Vulcan Capital e Andreessen Horowitz, nasceu o mais novo unicórnio brasileiro: a Loft. Já falamos muito da startups de reforma e venda de imóveis (que aliás, adquiriu a Decorati, que pertencia ao portfólio ACE) que, no total, já somou US$ 275 milhões em aportes.


A Loft é o primeiro unicórnio brasileiro da safra de 2020, atingindo um valuation de US$ 1 bilhão - ainda que a empresa não confirme valores. 


Ainda atuando apenas em São Paulo, a startup tem planos de chegar ao Rio de Janeiro neste primeiro trimestre, para logo em seguida alçar voos mais longos. De olho na expansão internacional, a Loft já mira a Cidade do México. Para tanto, já fez uma nova contratação: Juan Pablo Ramos, ex-diretor de expansão regional do Uber Eats.


Além disso, já começa sua ampliação de ofertas de serviços, principalmente financeiros, como financiamento imobiliário e home equity. 

#O que esperamos de 2020

Já falamos por aqui algumas vezes - e foi pauta constante da imprensa - o ótimo desempenho das startups brasileiras em 2019. Falo exatamente disso aqui nesta matéria da PEGN, na qual participei ao lado de outros especialistas da área. Mas acredito que 2020 promete ser ainda melhor. Prova disso é a notícia da Loft aqui já mencionada. 

 

Quando comparamos o momento em que estamos ao começo da década, percebemos que abrir uma startup tem se tornado mais simples, principalmente devido a termos um ecossistema mais preparado e "colaborativo", a melhora dos indicadores econômicos e ao desabrochar do mercado de venture capital. Hoje vemos uma grande quantidade de aceleradoras, fundos de investimento, e até mesmo empresas, investindo. Além do interesse que o governo vem mostrando em desburocratizar regulamentações. Vide o Marco Legal das Startups, que comentei aqui em uma coluna do Estadão.

 

Não faltam motivos para comemorar, mas por outro lado, temos alguns desafios para vencer nesta próxima década, principalmente no que diz respeito à contratação de talentos. Enfrentamos uma forte escassez de pessoas com formação técnica, que vai do marketing à tecnologia, e com experiência em empreendimentos de alto rendimento.

#Com um pé atrás

Em uma atitude bem peculiar, o SoftBank optou por pausar alguns investimentos em startups. Isso pode gerar algum estranhamento, dada a fama de visionários do fundo, além dos grandes valores investidos em startups nos últimos anos.

 

Sabemos que investir neste setor é algo que demanda bastante critério, tendo em vista os riscos e o tempo estimado que se espera o retorno (em sua maioria das vezes, gira em torno de 10  até 15 anos). O fundo tem tomado medidas mais "austeras" antes de iniciar suas rodadas de investimento, e deu o seguinte testemunho sobre suas ações:

 

"Dado que somos fiduciários e investimos grandes quantidades de capital, o nosso processo de investimento é mais rigoroso do que os investidores não regulados e os típicos VCs.  Houve alguns casos em que nosso processo levou mais tempo do que o previsto, o que lamentamos. Estamos sempre à frente dos fundadores sobre o que esperar e tentamos mantê-los informados a cada passo do caminho".


A análise do Axios ainda conta que o SoftBank teria desistido de deals já com term sheet na mesa - e lista alguns aqui

#Não é feitiçaria

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Pat Brown, CEO da Impossible Foods (a maior concorrente da Beyond Meat nos EUA), lança mais uma alternativa para o grupo das carnes vegetais: a "carne" de porco. Sua ideia é, cada vez mais, transformar a humanidade e seus hábitos, oferecendo opções que não são derivadas de animais. Ou, como ele mesmo diz, "ninguém gosta do fato da carne ser feita de um cadáver de animal". Assim, ele segue na incansável missão de resolver dois problemas de uma única vez: a mudança climática catastrófica e o colapso da biodiversidade.

 

Mas por que carne de porco? A proteína é a mais consumida no mundo, e isso coloca a empresa a um passo de se aproximar cada vez mais do seu objetivo. Não se consegue endereçar estas questões sem considerar países superpopulosos (aqui logo pensamos Índia e China, mas não somente) que contribuem para esse consumo.

 

Mas também há tecnologia envolvida nessa decisão! Outro motivo que levou a empresa a criar a "carne" de porco antes de peixe ou frango foi a textura necessária. Os ingredientes utilizados para produzir o hambúrguer "bovino" e dar a textura de carne são muito semelhantes aos que seriam necessários para criar a carne suína, alterando apenas as proporções dos ingredientes. Também será lançada a salsicha vegana da marca, oferecendo mais uma opção para o público.  

 
 

#Curtinhas

  • Sob nova direção Na ACE, começamos o ano com o pé direito, muitas novidades e um comunicado: a ACE Cortex tem um novo CEO. Victor Navarrete atuava como Head de Operações, participando diretamente em mais de 100 programas de inovação, em 40 das 200 maiores empresas do país. É professor de produto, gestão e métodos ágeis da pós-graduação da ESPM. Antes da ACE, foi gerente de operações da 99 e sócio de startups. Victor assume a nova posição - e também se torna um partner ACE - com o desafio de levar a inovação e crescimento para ainda mais empresas nesse país. Desejo muita sorte ao Victor nessa empreitada tão importante não só para a ACE, mas também para que o Brasil encontre caminhos para crescer e se desenvolver.
  • Panorama Ainda nesta semana, lançamos o report A Revolução dos Bancos Digitais 2020, feito em parceira com o boostLAB, programa de potencialização de scale-ups do BTG Pactual. O conteúdo vem com os principais insights e players desse segmento que cresceu 147% no último ano no Brasil. Para ter acesso ao material completo gratuitamente, basta clicar aqui. Além disso, gostaria de lembrar aos empreendedores que as inscrições para o Batch 5 do boostLAB seguem abertas. O programa busca startups em nível avançado, com tração e vendas recorrentes para resolver problemas reais de forma escalável. 
  • Subindo Após o IPO, especialistas são unânimes em afirmar que a XP tem uma posição única para capturar tanto o share dos grandes brasileiros, como uma nova leva de investidores que está saindo da poupança e procurando produtos mais sofisticados para investir. Há um alto potencial de crescimento já precificado, diz a equipe do UBS, que vê a ação sendo negociada a 71 vezes o lucro estimado para 2020.
  • Acabou em pizza A Zume, startup do ramo alimentício, está sentindo as dores do crescimento rápido - e foi de grandes rodadas de investimentos à demissão de 80% do seu quadro de funcionários. A empresa chegou a receber um aporte de US$ 375 milhões do SoftBank, chegando a um valuation estimado de US$ 4 bilhões, e até pivotou seu modelo de negócio. Mas não adiantou. A história se repete cada vez mais no cenário encabeçado pela WeWork. Para entender mais, leia aqui. 
 
 
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Pedro Waengertner
CEO - ACE
 
 
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