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MEIO DO DIA
MOMENTO DO MERCADO
O Ibovespa opera em leve queda, na casa dos 183 mil pontos, em um dia de maior cautela com a proximidade das eleições. As novas pesquisas divulgadas na manhã desta segunda-feira mostram o presidente Lula com vantagem sobre Flávio Bolsonaro no primeiro turno e empate técnico no segundo turno da disputa. Na BTG/Nexus, Lula tem 46% contra 44% do senador, dentro da margem de erro. No levantamento Quaest, o petista e o filho de Jair Bolsonaro aparecem empatados com 42% das intenções de voto no segundo turno. Além do cenário eleitoral, a piora das expectativas para a inflação e a pressão do petróleo também pesam sobre os ativos brasileiros.
As bets ilegais movimentam entre R$ 33 bilhões e R$ 43 bilhões por ano no Brasil, segundo estimativa da LCA Consultoria Econômica. O mercado clandestino representava entre 38% e 44% das apostas antes da medida provisória que proibiu as plataformas, o que dimensiona o desafio de tirar essas operações do ar. A partir de 6 de outubro, as empresas autorizadas deverão encerrar as atividades, enquanto o governo pretende bloquear também sites clandestinos e seus meios de pagamento.
Uma eventual restrição dos Estados Unidos às exportações de diesel pode pressionar o abastecimento brasileiro, que depende do exterior para cerca de 30% do combustível consumido. Os americanos estão entre os principais fornecedores e a mudança ocorreria justamente antes do plantio da soja, quando cresce a demanda por diesel no agronegócio e na logística. O governo Trump ainda avalia a medida, que enfrenta resistência dentro da própria administração e entre produtores e parlamentares americanos.
China e Estados Unidos chegaram a um acordo para reduzir tarifas sobre 60 bilhões de dólares em mercadorias, em mais um passo para diminuir as tensões comerciais entre as duas maiores economias. Cada país selecionou 30 bilhões de dólares em produtos que poderão receber tratamento tarifário mais favorável, enquanto a trégua comercial foi prorrogada até 10 de janeiro. O acordo, porém, cobre apenas uma parcela do comércio bilateral, que movimentou cerca de 495 bilhões de dólares em 2025.
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