Bom dia!
A Nvidia anunciou o maior programa de recompra de ações da história, prometendo pagar até US$ 150 bilhões para tirar uma parte de seus papéis de circulação. O efeito sobre as cotações é até aqui modesto: as ações da Nvidia sobem 0,82% no pré-mercado. Ainda assim, ajuda a colocar os futuros do índice Nasdaq no positivo neste começo de terça-feira, isso enquanto o S&P 500 e o Dow Jones seguem com tendência de queda.
Funciona como uma espécie de distração para o momento tenso que vivem os mercados financeiros, cortesia da disparada da rentabilidade dos títulos públicos americanos. Um dos motivos por trás da crise é a alta da inflação causada pelo choque do petróleo com a guerra no Oriente Médio.
Para além da Nvidia, investidores devem passar o dia às voltas com dados do mercado de trabalho, tanto nos EUA quanto no Brasil. Por lá, saem os dados do Jolts, o relatório que mostra a abertura de vagas de trabalho e a rotatividade dos trabalhadores. Dados de emprego sólidos ajudam o Fed na decisão de subir os juros para conter a inflação.
Por aqui, saem os dados da Pnad, que mostra as taxas de ocupação e desemprego, e do Caged, com números do mercado de trabalho formal. O emprego tem se mantido resiliente no país apesar dos sinais de desaceleração da atividade, causada pelos juros elevados. A agenda do dia tem ainda as estatísticas de crédito, em meio ao avanço dos programas de renegociação de dívidas e indicativos dos bancos de redução nas concessões de empréstimos.
O EWZ, fundo que representa as ações brasileiras em Nova York, começa o dia em queda, contaminado pela crise dos títulos americanos e pelo cenário eleitoral. Bons negócios.
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