Bom dia!
Poderia ser o petróleo ou mesmo a inflação, mas a responsável pelo derretimento das ações no pré-mercado nesta segunda parece mesmo ser a inteligência artificial. Tanto Dario Amodei, da Anthropic, quanto Sam Altman, da OpenAI, se manifestaram no final de semana sobre o que eles chamam de riscos dos avanços da IA sobre a humanidade.
O caso de Amodei parece mais simbólico: em um manifesto, ele clama pela desaceleração no ritmo de desenvolvimento dos novos modelos de IA para conter riscos que ele considera concretos.
O problema do pedido de desaceleração nos investimentos em IA é o tamanho da aposta do mercado financeiro para uma corrida infinita, que compreende não só as empresas que oferecem os serviços aos usuários, mas também os investimentos brutais em chips e data centers, que convivem há tempos com a sombra de uma bolha. Tanto a Anthropic quanto a OpenIA querem abrir capital, mas não estão lá ainda.
Os futuros do índice de tecnologia Nasdaq despencam quase 2% neste começo de segunda, e arrastam junto boa parte do mercado. O EWZ, fundo que representa as ações brasileiras em Nova York, também recua.
Isso em uma semana que será marcada pela Superquarta, o alinhamento das decisões de política monetária do Fed, nos EUA, e do Copom, aqui no Brasil. Se no exterior a aposta é de subida de juros, por aqui o mercado financeiro considera que haverá espaço para um novo corte da Selic, isso após o IPCA ter registrado deflação em agosto. Todos seguem sob a pressão da reescalada do conflito no Oriente Médio, que impulsiona o petróleo. Bons negócios.
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