Bom dia!
Os futuros do S&P 500 e do Dow Jones tentam interromper a sequência de quatro quedas nesta quinta-feira, mirando uma desaceleração no avanço do petróleo. O barril segue em alta, em reação aos novos ataques que miram petroleiros cruzando o Estreito de Ormuz.
A pausa pode ser meramente técnica, já que os problemas causados pelo petróleo em alta seguem presentes. O principal deles é o custo político da guerra para os Estados Unidos. Na noite de quarta, o partido Republicano realizou um megacomício em que o presidente Donald Trump prometeu pagar US$ 5 mil para todos os americanos, caso os Republicanos mantenham o controle do Senado e da Câmara após as eleições de meio de mandato. Fica difícil imaginar algo mais parecido com tentativa de compra de votos. O pagamento foi chamado de "dividendos de Trump".
Os americanos se ressentem do aumento da inflação causado pela guerra no Irã. Mas os efeitos se espalham pelo mundo. Com a nova subida do petróleo, o governo brasileiro anunciou uma nova rodada de subsídios ao preço dos combustíveis, com impacto estimado em R$ 7 bilhões. Além disso, a Petrobras anunciou a redução no preço dos combustíveis.
A agenda econômica ganha corpo nesta quinta no Brasil e no exterior. Na Europa, o Banco Central Europeu decide a taxa de juros, também sob a sombra do efeito da alta do petróleo no continente. Nos EUA, o destaque é a divulgação dos preços ao produtor. No Brasil, o IBGE publica a pesquisa mensal de serviços.
O EWZ, fundo que representa as ações brasileiras em Nova York, opera em queda no pré-mercado, na contramão da melhora do humor em Nova York, ampliando a queda do Ibovespa na véspera. Bons negócios.
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