Bom dia!
Investidores tentam terminar a semana em um viés mais positivo, ainda que pouco tenha melhorado no cenário financeiro global. O petróleo cede nesta sexta-feira, mas permanece ao redor dos US$ 105 por barril do tipo brent. Os rendimentos das Treasuries, os títulos públicos americanos, continuam em patamares elevados, com o papel para vencimento em 10 anos pagando rendimento de 5,17%, levemente abaixo do pico de 5,20%.
As negociações para fazer fluir petróleo pelo Estreito de Ormuz não parecem avançar, o que afeta o abastecimento de combustíveis no mundo e pesa sobre a inflação. Tampouco o encontro entre Donald Trump e Xi Jinping parece ter rendido dividendos concretos para a economia ou os mercados financeiros.
Ainda assim, investidores parecem ter escolhido o otimismo e a recuperação nesta sexta. Os futuros das bolsas americanas avançam e ditam o ritmo positivo das ações pelo resto do mundo. O EWZ, fundo que representa as ações brasileiras nos EUA, também avança no pré-mercado, recuperando parte das perdas da quinta-feira.
A agenda internacional é fraca. No Brasil, serão dois anúncios importantes. O primeiro é a divulgação do IPCA-15 de setembro, chamado de prévia da inflação. O indicador compila os preços na última quinzena de agosto e na primeira metade de setembro. Com juros de dois dígitos, a inflação brasileira parece estar cedendo, mas investidores seguem recesso com possíveis choques, especialmente nos preços de energia. Daí a importância do indicador.
Mas as atenções também deve girar em torno da expectativa pelo anúncio de que o governo Lula restringirá bets no Brasil, esperado para o fechamento do mercado. Bons negócios.
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