Bom dia!
O mercado de trabalho americano parece mandar sinais positivos sobre a economia americana, isso apesar dos efeitos da alta dos combustíveis causada pela guerra no Irã, que abate a confiança dos consumidores.
Nesta sexta, sai o payroll, com a expectativa de que os EUA tenham criado 85 mil vagas de trabalho em maio, de acordo com economistas ouvidos pela Bloomberg. A taxa de desemprego deve ter permanecido em 4,3%. Confirmado o dado, o país terá registrado saldo positivo por três meses consecutivos, o que não acontecia desde o ano passado. Os dados do relatório ADP, que mostram a criação de empregos no setor privado, apontam na mesma direção, enquanto os pedidos de auxílio-desemprego aceleraram.
A resiliência do emprego tem potencial de adiar novos cortes de juros nos Estados Unidos, na direção contrária dos anseios de Donald Trump. A próxima reunião do Fed ocorre em 17 de junho. De acordo com as apostas colhidas pela ferramenta FedWatch, da CME, os juros americanos devem ser mantidos no atual patamar de 3,50% a 3,75% ao ano pelo menos até o fim de 2026, mas crescem as apostas de que o Fed promova um aumento da taxa, em vez de corte.
Enquanto esperam o payroll, os futuros das bolsas americanas operam majoritariamente em queda, com destaque para a baixa de quase 1% do índice Nasdaq. Já as bolsas europeias têm tendência de alta. O EWZ, fundo que representa as ações brasileiras em Nova York, opera em leve baixa. A agenda doméstica é fraca, e a emenda de feriado deve reduzir o volume de negócios na B3. Bons negócios.
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