Bom dia!
Entre investidores e economistas não há dúvida de que a inflação americana acelerou em maio. A pergunta que eles querem ver respondida nesta quarta, com a divulgação do CPI, é quanto os preços subiram.
O consenso das expectativas colhidas pela agência Bloomberg indica alta mensal de 0,5% e de 4,2% na comparação com maio do ano passado. A confirmação das apostas deve representar a maior alta anual da inflação desde abril de 2023.
O choque do petróleo sobre o CPI é evidente, de acordo com as previsões. Descontando os preços de alimentos e energia, a inflação deve ter subido para 2,9% em maio, ainda bem acima da meta perseguida pelo Fed, de 2% ao ano.
A inflação americana tem desdobramentos sobre o mercado financeiro global. Com a aceleração dos preços, investidores passam a apostar na alta de juros nos EUA. E isso significa a migração de recursos alocados no exterior de volta para Wall Street. De forma prática, deixa o dólar mais caro nos demais países, criando uma possível segunda onda de inflação, que força a subida de juros mundo afora. Esse é um risco que investidores começaram a colocar também no cenário brasileiro.
Os futuros das bolsas americanas amanheceram em queda na nesta quarta, também contaminados pela volta dos ataques entre Estados Unidos e Irã. Curiosamente, o petróleo não reagiu e opera em leve queda, ao redor dos US$ 91 por barril. O EWZ, fundo que representa as ações brasileiras em Nova York, também recua. Bons negócios.
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