Bom dia!
A notícia de que Estados Unidos e Irã chegaram a um acordo para reabrir o Estreito de Ormuz e pausar a guerra na região derruba os preços do petróleo neste começo de semana, enquanto garante uma nova disparada dos futuros das bolsas americanas. O barril do tipo brent recua mais de 5%, para US$ 82, e o índice de ações Nasdaq chega a saltar mais de 2% no pré-mercado. O EWZ, fundo que representa as ações brasileiras em Nova York, sobe de forma modesta: 0,20%.
A assinatura do documento deve ocorrer na sexta-feira, em Genebra. Trata-se do mais consistente progresso para o fim do conflito iniciado em fevereiro, quando os EUA se juntaram a Israel para bombardear o Irã. Ainda assim, é um novo cessar-fogo, e não um tratado de paz. Os países concordaram em usar os próximos 60 dias para uma versão final do documento.
Para além da celebração do mercado, o que deve importar nas próximas semanas é a velocidade com que o petróleo voltará a ser escoado pela região, dado que o bloqueio prolongado reduziu os estoques da commodity mundo afora. A disparada das cotações do produto já tem efeitos sobre a inflação e coloca em xeque o futuro da política monetária em diversos países. Na semana passada, o Banco Central Europeu elevou a taxa de juros do bloco. Além disso, o mercado financeiro passou a prever a elevação dos juros pelo Fed ainda em 2026.
O fato de o acordo ter sido anunciado no começo da semana pode ajudar a reduzir a pressão que cresceu sobre os bancos centrais. Na quarta, tanto o Fed quanto o BC brasileiro anunciam suas decisões sobre os juros e perspectivas econômicas, que podem agora ser revisadas ante o iminente fim do conflito.
A segunda tem agenda econômica fraca. Por aqui, o destaque é a atualização do Boletim Focus e a viagem do presidente Lula à França para a reunião do G7 e possível encontro com Donald Trump para tratar da nova ameaça de tarifaço dos EUA. Bons negócios.
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