Bom dia!
A pressa para ver o petróleo escoar pelo Estreito de Ormuz é tanta que Estados Unidos e Irã anteciparam a assinatura do acordo para o fim do conflito na região. O documento que seria firmado na sexta foi finalizado nesta quarta.
A antecipação da assinatura foi vista como mais um sinal positivo pelos mercados. Os futuros das bolsas americanas avançam nesta quinta, enquanto o petróleo recua. Na Europa, o sinal também é positivo. O Brasil parece surfar no otimismo e o EWZ, fundo que representa as ações brasileiras em Nova York, avança 1% no pré-mercado.
A euforia não é sem fundamento. Uma normalização do abastecimento de petróleo pelo mundo é crucial para o controle da inflação causada pela disparada nos preços das commodities. E os bancos centrais estão de olho nos riscos do choque de energia.
O Fed, em sua primeira decisão de política monetária sob a presidência de Kevin Warsh, foi econômico nas palavras, mas enfático sobre a necessidade de enfrentar a alta de preços no país. Ele também ganhou pontos com o mercado financeiro ao eliminar qualquer apoio à queda de juros, que foi objeto de pressão do presidente americano, Donald Trump, sob o antecessor, Jerome Powell.
No Brasil, o Copom entregou uma nova queda da Selic, de 0,25 ponto percentual, sem se comprometer com nenhuma direção futura. Por aqui, o choque de energia também pesa. Por outro lado, a Selic agora em 14,25%, ainda garante juro real de quase 9% ao ano (considerando as apostas do mercado financeiro de que o IPCA fechará 2026 em 5,30%).
Com agenda econômica fraca, investidores devem passar o dia digerindo a decisão do BC brasileiro ante um cenário de retomada do abastecimento de petróleo. Bons negócios.
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