Bom dia!
Com o petróleo de volta ao patamar registrado antes de os EUA atacarem o Irã, no final de fevereiro, a pergunta que fica para o mercado financeiro é quando os estragos deixados sobre a economia vão se dissipar.
Nesta quinta, os EUA divulgam o PCE de maio, a inflação usada pelo Fed para decidir a taxa de juros no país. A expectativa é de que os preços tenham subido 4,1% na comparação anual, distante da meta de 2% perseguida pelo BC americano. Confirmado o número, será também uma aceleração importante ante os 3,8% registrados em abril. A metáfora usada frequentemente para a inflação é que ela sobe como um foguete, mas desce como uma pluma.
Dúvida semelhante assombra a Faria Lima. Nesta quinta, o IBGE publica o IPCA-15, isso após o mercado financeiro elevar as apostas da inflação para 5,3% ao fim do ano. A meta perseguida pelo Banco Central é de 3% ao ano. A quinta também será marcada pela divulgação do relatório de política monetária do BC, que ganha importância após o mercado financeiro se dividir sobre os próximos passos para a Selic.
A quinta-feira tem viés positivo nos mercados. Os futuros das bolsas americanas avançam, com destaque para a alta de mais de 2% nos futuros do índice de tecnologia Nasdaq. O indicador reverte o pessimismo recente após, na noite de ontem, a Micron anunciar lucro acima das expectativas do mercado, com aceleração da demanda por chips de memória para turbinar datacenters ligados à IA. Os papéis da companhia disparam 16% no pré-mercado. O EWZ, fundo que representa as ações brasileiras em Nova York, acompanha o otimismo e também avança. Bons negócios.
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