Engenheiro eletrônico e doutor em Meteorologia, Carlos Nobre estuda a Amazônia há meio século. Ele fez carreira no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e integrou o time internacional de cientistas do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês); em 2007, o IPCC teve seu trabalho reconhecido com o Prêmio Nobel da Paz, dividido naquele ano com o ex-vice-presidente dos Estados Unidos, Al Gore.
Empreendedor e membro de quatro academias de ciências – do Brasil, dos Estados Unidos, do Reino Unido e a Academia Mundial de Ciências –, Nobre foi anunciado, na segunda quinzena de maio, como o primeiro brasileiro integrante do Planetary Guardians ("Guardiões planetários"), grupo criado pelo bilionário Richard Branson com a ideia de impulsionar ações pelo clima e a proteção das populações mais vulneráveis.
Em entrevista ao Draft, Carlos Nobre fala sobre sua trajetória; seus projetos de inovação, educação e incubação de startups (o Amazônia 4.0 e o Instituto de Tecnologia da Amazônia – AmIT); sua pesquisa pioneira sobre pontos de não retorno dos biomas brasileiros; a exploração de petróleo na foz do Rio Amazonas; e suas expectativas para a COP30, em novembro, em Belém.
Nenhum comentário:
Postar um comentário