Bom dia! A bolsa brasileira deve começar a semana na contramão do exterior. Enquanto os futuros americanos e as bolsas europeias avançam, o EWZ, fundo que representa as ações do país nos EUA, recua 0,71%. Não é para menos. O embaixador brasileiro Mauro Vieira viajou aos Estados Unidos para participar de uma reunião da ONU, isso enquanto manda sinal de fumaça a Washington, avisando que está disposto a fazer uma mudança de rota para negociar um acordo entre EUA e Brasil. Não houve resposta. Alguma coerência há. O Brasil é a nova China no mapa de Donald Trump, o inimigo simbólico a ser combatido, uma cortesia da família Bolsonaro. As alíquotas de 50% sobre as importações de produtos brasileiros devem começar a valer em 1º de agosto. Com virtualmente nenhuma chance de acordo com os EUA, o governo sanciona nesta segunda o programa "Acredita Exportação" para ajudar empresas afetadas pelas tarifas, enquanto a aplicação de tarifas recíprocas perdeu força em Brasília. A ironia é que EUA e China se encontram ainda nesta segunda para estender a trégua anunciada entre os dois países, isso após a guerra comercial de Trump ter se convertido em embargo comercial, com alíquotas acima de 100%. Isso um dia após os EUA anunciarem um pré-acordo com a União Europeia. No campo dos indicadores, a segunda-feira terá ainda a publicação da nota de crédito do Banco Central, com dados de junho, e a divulgação do relatório mensal da dívida pública. Bons negócios. |
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