Bom dia!
O presidente americano, Donald Trump, tratou de deixar claro que sua guerra comercial também é política. E usou como alvo o Brasil, com quem os EUA têm superávit comercial. Não que as justificativas usadas para impor alíquotas extras sobre parceiros comerciais fossem razoáveis, do ponto de vista econômico.
O que muda é que, agora, nem esse argumento se sustenta. Trump decidiu comprar a briga da Família Bolsonaro contra o processo que julga se os ataques de 8 de Janeiro foram uma tentativa de dissolução do Estado Democrático de Direito.
Se a ameaça entrar em vigor, os produtos brasileiros exportados aos EUA terão alíquota extra de 50%, a mais alta entre as tarifas anunciadas nesta retomada da guerra comercial. A promessa é de cobrança a partir de 1º de agosto.
O presidente Lula já afirmou que irá retaliar com tarifas recíprocas. Enquanto economistas tentam medir o impacto da sobretaxa imposta pelo segundo maior parceiro comercial brasileiro, atrás da China, o mercado financeiro dá seu veredito: o EWZ, fundo que representa as ações brasileiras em Nova York, começa a manhã afundando 1,67%. Não que investidores estejam de bom humor com as ações americanas. Por lá, os futuros também estão em baixa, só que menos dramática.
Para ficar no contexto político, uma guerra comercial pode ser definida por uma das clássicas frases de Dilma
Como se não bastasse Trump, o dia ainda será marcado pela divulgação do IPCA, que segue acima do teto da meta do BC. Agora que o alvo é contínuo, o Banco Central deve divulgar sua carta, justificando o descolamento do alvo, com o dado fechado em junho – em vez do resultado fechado do ano, como ocorria antes. O documento deve sair no final do dia. Bons negócios.
Nenhum comentário:
Postar um comentário