| | Leia um trecho da reportagem: "Lula é o candidato de uma coalizão eleitoral que conta com sete legendas: PT, PCdoB, PV, PSB, Solidariedade, PSOL e Rede. Posicionando-se como líder de uma "frente ampla em defesa da democracia", ele também colheu apoios das mais diversas colorações ao longo do caminho: tucanos históricos, economistas liberais, velhos aliados como o PDT (com um contrariado Ciro Gomes), caciques do MDB, ex-adversários como Simone Tebet e André Janones. Embora nem todos esperem posições em um futuro governo - Ciro Gomes, por exemplo, jura que descartaria um convite, mesmo que ele viesse - continua sendo muita gente para ouvir e muitos interesses para contemplar.
E o pior nem foi mencionado ainda: o Congresso eleito está coalhado de bolsonaristas e representantes de um centrão que abraçou as pautas conservadoras sem medo de ser feliz. Só na Câmara, esse bloco de direita conta com 257 deputados, contra 128 da esquerda capitaneada por Lula. Se nada mudou nas leis do universo, será possível atrair muitos representantes do centrão para as fileiras governistas – mas não de graça. Se não quiser recorrer novamente a métodos "heterodoxos" de cooptação, Lula terá de abrir espaços na administração. O que congestiona ainda mais o ambiente." | |
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