Olá, investidor. Na segunda-feira (18), após o fechamento dos mercados nos Estados Unidos, James "Jim" Bullard, presidente da divisão do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) de St. Louis, defendeu a elevação da taxa básica de juros do país ao patamar de 3,5% ao ano ainda em 2022. Para atingir tal objetivo, o Fed teria que anunciar seis elevações consecutivas dos juros em 0,5 ponto percentual. Desde os primeiros sinais de alta da inflação nos EUA, Bullard tem se mostrado o principal defensor de uma elevação vigorosa dos juros entre os dirigentes do Federal Reserve. Além disso, ele foi um dos primeiros a assumir que a alta dos preços na maior economia do planeta não seria um fenômeno passageiro a menos que as autoridades monetárias agissem com rigor. No início, muitos de seus colegas se opuseram à sua postura mais dura, mas Bullard tem ganhado cada vez mais espaço e apoio diante da persistência da inflação ao consumidor nos EUA -que já acumula alta de 8,5% nos últimos 12 meses. É importante destacar que uma taxa de juros de 3,5% ao ano estaria acima do patamar que as autoridades monetárias norte-americana definem como "juro neutro", ou seja, uma taxa que permite o crescimento econômico sem resultar em aumento da inflação. Para muitos especialistas, como Neel Kashkari, presidente do Fed de Minneapolis, a taxa neutra dos EUA atualmente ronda os 2% ao ano. A partir do momento em que os juros ultrapassam esse patamar, a atividade econômica tende a desacelerar. Contudo, com uma taxa de desemprego de 3,6% em março, número historicamente baixo, e com os salários dos trabalhadores em alta, James Bullard avalia que os Estados Unidos têm condições de elevar os juros para além do patamar neutro sem resultar em grandes perdas para a economia. Leia no 'Investigando o Mercado' (exclusivo para assinantes do UOL Investimentos): informações sobre os resultados do Bank of America. Um abraço, Rafael Bevilacqua Estrategista-chefe e sócio-fundador da Levante Queremos ouvir vocêTem alguma dúvida ou sugestão sobre investimentos? Mande sua pergunta para uoleconomiafinancas@uol.com.br. |
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