Olá, investidor. É um fato conhecido que a China é o principal parceiro comercial do Brasil, tendo sido o destino de 31,28% das exportações brasileiras em 2021, o que equivale a US$ 87,6 bilhões. Além disso, 21,72% das importações brasileiras no mesmo período vieram da China. Os principais produtos exportados pelo Brasil para a China são commodities, ou seja, insumos como minério de ferro, soja, carne e petróleo, que abastecem a cadeia produtiva chinesa. Contudo, a segunda maior economia do planeta não vive um bom momento, e já começou a dar sinais de desaceleração no seu crescimento. A rígida política de covid zero adotada pelo país tem provocado lockdowns constantes, prejudicando a atividade econômica local. Além disso, o setor de construção civil, um dos mais relevantes para a economia chinesa, vive uma crise sem precedentes. Após décadas de investimentos maciços, as construtoras chinesas enfrentam o problema da queda brusca da demanda por imóveis no país. Tal movimento foi simbolizado pelo colapso da incorporadora Evergrande, uma das maiores do mundo. Outro fator preocupante é o cerco regulatório promovido pelo governo chinês às empresas de tecnologia do país, o que tem causado perdas a grandes companhias, como a Alibaba e a Tencent. Diante do cenário atual, bancos e casas de análise de renome têm cortado suas projeções de crescimento para a China, e caso a desaceleração da economia chinesa se intensifique, companhias brasileiras, como a mineradora Vale (VALE3), devem ser prejudicadas. Isso porque as empresas brasileiras do setor de commodities são altamente dependentes da demanda chinesa, o que faz com que as notícias ruins para a China também sejam ruins para o Ibovespa. Leia no 'Investigando o Mercado' (exclusivo para assinantes do UOL Economia Investimentos): informações sobre a nova proposta de combinação de negócios entre as operadoras de shopping centers brMalls e Aliansce Sonae. Um abraço, Rafael Bevilacqua Estrategista-chefe e sócio-fundador da Levante Queremos ouvir vocêTem alguma dúvida ou sugestão sobre investimentos? Mande sua pergunta para uoleconomiafinancas@uol.com.br. |
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