Olá, pessoal, tudo bem? É bem provável que vocês já estejam com o modo BBB ligado, né? Enquanto isso, por aqui, a gente segue também de olho no "outro mundo" de coisas que estão acontecendo no Brasil. E por isso preparamos a newsletter com o resumo do TAB da semana: do caos nos testes de covid-19 aos estragos causados pelas chuvas no país, do sommelier amador de cigarros a um exemplo simbólico de reforma agrária em Mato Grosso do Sul. Tem de tudo um pouco. Boa leitura! Ano novo, tudo igual A pandemia de covid-19 reduziu o número de usuários vivendo sob a ditadura da pedra, na região da cracolândia, em São Paulo -- mas o movimento por lá já voltou aos níveis anteriores à crise sanitária, como mostra o repórter Felipe Pereira. De janeiro a novembro de 2021, a média diária foi de 599 usuários percorrendo o fluxo, segundo levantamento da Prefeitura. No mesmo período de 2019, a média era de 526 pessoas. Sem sossego Depois dos temporais que deixaram a histórica Congonhas, em Minas Gerais, debaixo d'água na segunda semana de janeiro, agora o temor dos mais de 55,8 mil moradores da cidade é outro: o rompimento da barragem Casa de Pedra, da CSN (Companhia Siderúrgica Nacional) -- a maior localizada em área urbana na América Latina. As lembranças traumáticas dos desastres com mineradoras deixam todo mundo em alerta. Para quem vive a 300 metros do local, é como se ali houvesse uma bomba-relógio. Confira a reportagem das jornalistas Elisangela Colodeti e Naiana Andrade. Ilhados Na manhã de sábado, 8 de janeiro, um dique da barragem de Pau Branco, na Grande Belo Horizonte, transbordou, interditando o trecho da rodovia BR-040 e deixando o condomínio Alphaville ilhado. Naquele dia, o bairro fechado -- projetado para se viver em "um lugar tranquilo, bonito, civilizado, com bons serviços" -- virou um caos. Ninguém entrava nem saía. O jornalista Leandro Aguiar conversou com moradores e funcionários que estavam lá e relembram a tensão que foram aquelas horas. Na rua, sem abrigo Todos os anos, entre dezembro e janeiro, indígenas da etnia Kaingang deixam a aldeia de Rio das Cobras (PR) para vender artesanato em Curitiba. Com o dinheiro que recebem, compram roupas, material escolar e pagam as dívidas que têm. Mas, desta vez, o êxodo temporário teve um obstáculo: a casa mantida pela prefeitura para atender comunidades em trânsito estava fechada, o que obrigou as famílias a ficarem pelo menos três semanas dormindo nas ruas. Quem conta essa história é o jornalista Daniel Tozzi Mendes, que visitou o alojamento, num dia de frio e garoa. O gosto da fumaça Olhando para a câmera, Nicolas Santos, 25, desembala um maço e escolhe um dos 20 cigarros para começar. Primeiro, descreve a tonalidade do filtro e as linhas de perfuração onde se coloca os lábios para sugar a fumaça. Em seguida, acende. "Corpo de densidade média. Sabor na boca é o sabor clássico, com um leve toque mentolado", avalia o rapaz, que desde 2014 é sommelier amador de cigarros, num canal que ele mesmo criou no YouTube. Leia na reportagem de Marie Declercq. Reforma agrária Em Ponta Porã (MS), a pista de aterrissagem do "rei da soja" Olacyr de Moraes, maior produtor individual do grão no mundo no final do século 20, é usada agora para secar o milho produzido no maior assentamento sem-terra do país. É o que mostra o repórter Rodrigo Bertolotto, na terra que foi desapropriada e distribuída a mais de 3 mil famílias, a partir de 2003, e se tornou um simbólico exemplo de reforma agrária no Brasil. Por lá, porém, 80% da população são de "brasiguaios", pessoas que migraram para o país vizinho e voltaram nos últimos anos. No escuro O aumento acelerado de pessoas com sintomas de síndromes gripal causou um 'apagão' nos testes de covid-19 no Brasil. Faltam insumos, os preços subiram e há atraso na liberação do resultado. Na semana passada, o jornalista João de Mari esteve em algumas UBS de São Paulo e encontrou filas enormes e até confusão. |
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