Olá, investidor. Como vai? As bolsas internacionais operam com viés ligeiramente positivo nesta segunda-feira (25), no início de uma semana que conta com resultados trimestrais de gigantes de tecnologia, como Apple e Facebook, além da divulgação de números de inflação e crescimento nos Estados Unidos e na Europa. Também estarão no radar do mercado a evolução do acordo de infraestrutura proposto pelo presidente Joe Biden no Congresso americano, desdobramentos de problemas de empresas do setor de incorporação na China e novos casos de covid-19 voltando a pressionar governos a tomarem medidas mais duras de isolamento social (China, leste europeu e sudeste asiático). E por aqui, o que esperar? No Brasil, a semana também promete, com a divulgação do IPCA-15 (prévia da inflação oficial no país) na terça-feira (26), reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central e dados do mercado de trabalho. A decisão da taxa básica de juros, a Selic, pelo Copom deve ser um dos temas mais falados durante a semana. Na última reunião, o comitê antecipou um novo aumento de 1 ponto percentual, que levaria a Selic para 7,25% ao ano. Porém, com a piora no quadro fiscal após os malabarismos envolvendo o teto de gastos, os agentes de mercado enxergam a possibilidade de uma subida maior, entre 1,25 ponto e 1,5 ponto percentual. Isso serviria para mostrar a posição de independência do Banco Central que mandaria um recado para o Congresso e o Executivo, além de ancorar as expectativas de inflação. A semana também será bastante agitada na política, com destaque para a votação da PEC dos Precatórios, na Câmara. Além disso, novidades a respeito do teto de gastos e da MP que define o valor do Auxílio Brasil podem trazer pressões adicionais no mercado brasileiro. Por outro lado, no âmbito corporativo, empresas começam a divulgar seus resultados do terceiro trimestre do ano. Esperamos que a maioria das companhias apresente bons números, o que pode ajudar a aliviar o humor dos investidores. Na sexta-feira (22), o Ibovespa fechou em queda de 1,34%, aos 106.689 pontos. O mercado reagiu mal às mudanças no teto de gastos e à debandada da equipe econômica do governo. Boatos a respeito de uma eventual saída do ministro da Economia, Paulo Guedes, derrubaram ainda mais o Índice Bovespa, que chegou a cair mais de 4% durante o pregão. Certo alívio veio com a coletiva de imprensa de Guedes, reiterando que permanecerá no cargo e confirmando Esteves Colnago como novo secretário de Tesouro e Orçamento. As declarações do ministro reduziram as perdas do principal índice de ações da B3 e reverteram o movimento de alta do dólar frente ao real. No 'Investigando o Mercado' de hoje (exclusivo para assinantes do UOL): resultados trimestrais da Hypera (HYPE3) e aquisição realizada por subsidiária da Cosan (CSAN3). Abraços, Felipe Bevilacqua Analista de Investimentos de Levante CNPI - Analista certificado pela Apimec Gestor CGA - Gestor de Fundos certificado pela Anbima Administrador de Recursos e Gestor autorizado pela CVM Queremos ouvir vocêTem alguma dúvida ou sugestão sobre investimentos? Mande sua pergunta para uoleconomiafinancas@uol.com.br. 
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