A solução anti-infarto que não está na farmácia da esquina  | Mirela Leme , Editora Jolivi |
Olá, leitor Um levantamento publicado recentemente por uma das mais conceituadas revistas científicas do mundo, a JAMA (Journal of the American Medical Association), apontou que a Medicare gastou, em um ano, 2,3 bilhões de dólares com a compra de medicamentos como a estatina, a menina dos olhos da indústria farmacêutica, prescrita para baixar o colesterol artificialmente. A Medicare é o sistema americano de seguro de saúde gerido pelo governo dos Estados Unidos e os dados, apesar de terem sido publicados em setembro de 2020, se referem ao gasto com estatinas durante o ano de 2018. 2,3 bilhões de dólares é muito, muito dinheiro. Quem se assusta, não sabe que o investimento da Medicare nas estatinas já foi ainda maior. O mesmo levantamento publicado na JAMA mostra que, lá em 2014, o gasto da Medicare com essa classe de medicamentos era de 4,8 bilhões de dólares e que, mesmo que a prescrição de estatina tenha aumentado consideravelmente na comparação de ambos os anos (de 20,5 para 25,2 milhões), a baixa no investimento foi resultado da queda de patentes de parte desses medicamentos, o que possibilitou a compra de estatinas genéricas e, portanto, mais baratas. Quem tem pressa em proteger o coração de um infarto — ou de um segundo infarto — não quer saber quanto a indústria farmacêutica ganha ou quanto a seguradora americana de saúde economiza com a compra de medicamentos. Quem tem pressa quer a solução. Mas é preciso que duas verdades, que são ocultadas por interesses bilionários, sejam ditas: 1.Colesterol não é o vilão número 1 da saúde cardíaca e, por isso, pode ser que a estatina não seja o principal caminho para barrar o infarto.
2.Tem um tipo de tratamento para o coração que não tem patente e não rende bilhões para um conglomerado de poderosos: os nutrientes. Importante e reafirmado todos os dias pelos profissionais da Jolivi: medicamentos podem salvar vidas, quando necessário, mas é possível seguir outra rota quando você e seu médico compreendem que eles não devem ser a primeira e única alternativa de tratamento. Se o uso de estatinas fosse tão efetivo, é indiscutível, a doença cardíaca não seria a maior assassina da Terra há 20 anos, de acordo com o levantamento global da própria Organização Mundial de Saúde. Em seu último lançamento pela Jolivi, o Programa Comer para Viver, o nutricionista Gabriel de Carvalho reforçou que não é todo colesterol que é ruim para o coração, apenas o que foi modificado e está ou glicado ou oxidado ou as duas coisas. Ou seja, cheio de açúcar ou radicais livres que fazem com que o colesterol grude na parede das artérias. Sozinho, nenhum colesterol vai parar na parede das artérias. O que empurra o colesterol para esse lugar é a junção entre dieta rica em carboidratos, mais estresse e mais sedentarismo. Muito mais que qualquer histórico familiar de infartados. Sozinho, nenhum exame que mede colesterol barra infarto. Sozinha, a estatina não funciona como desentupidora de artérias e não salva corações. Conforme alerta o nutricionista Gabriel de Carvalho, é preciso que seu médico avalie outros padrões inflamatórios e solicite, no seu check up, exames como triglicérides, PCR, hemoglobina glicada TSH e até mesmo T4. O nutriente que reduz internações | | ANÚNCIO Os Superalimentos para a combater infarto, pressão alta e diabetes | | Abertas as inscrições para o Programa Comer Para Viver. Nele, Gabriel de Carvalho mostra como a cada garfada no prato você pode combater infarto , pressão alta e até diabetes. Além disso, saiba como combater as 12 principais doenças que mais roubam sua saúde. Quer saber mais? Veja este vídeo gratuitamente, basta clicar aqui. | | | Entre as recomendações da saúde natural para coração à prova de infarto, está a Coenzima Q10, um nutriente que tem estoque reduzido a partir do aniversário de 30 anos de qualquer pessoa e sofre pior queda em quem toma estatina, porque o medicamento acelera a eliminação da substância pelo organismo. A Coenzima Q10 é justamente uma das substâncias naturais que não têm patente e que não enriquece os poderosos da indústria farmacêutica e pode ser encontrada na alimentação e em suplementos de qualidade. Para o Dr. Carlos Schlischka, que conduz o Protocolo Cardio, a Coenzima Q10 é protagonista do combate a doenças cardíacas. Até mesmo para quem ainda faz uso de medicamentos. A ciência confirma a escolha do médico integrativo. Um trabalho, coordenado pela Universidade de Copenhague, na Dinamarca, estudou 420 pacientes com insuficiência cardíaca. A análise foi feita em nove países diferentes. Metade desses indivíduos adicionou cápsulas de Coenzima Q10 na rotina, sem abrir mão do tratamento convencional. A outra metade ingeriu apenas placebo (junto com as medicações tradicionais). O grupo que suplementou Coenzima Q10 reduziu pela metade as complicações e o risco de morte. Os resultados com a suplementação da substância foram tão satisfatórios que acabaram divulgados no Congresso da Sociedade Europeia de Cardiologia. Uma revisão de 11 estudos científicos publicada pela Fundação Cochrane em janeiro de 2021 reconheceu que ainda são poucos os trabalhos conduzidos sobre o assunto, mas que a análise mostra que a Coenzima Q10 provavelmente reduz o risco de mortalidade por todas as causas e hospitalizações por insuficiência cardíaca. Além da Coenzima Q10, o Dr. Carlos Schlischka sugere a utilização de outros nutrientes, como o ômega 3, vitamina D3, vitamina K2, resveratrol, flavonoides e fitoesteróis para quem tem colesterol oxidado ou precisa prevenir o segundo infarto, para citar alguns. A lista de compras do nutricionista Gabriel de Carvalho para corações doentes inclui alimentos antioxidantes, como morango, mirtilo, jabuticaba, pitanga, acerola, além de ovos e peixes ricos em ômega 3 (sardinha é sempre a melhor escolha). Quero saber do seu coração à prova de infarto em breve.  | | [Ouça AGORA] Rádio Jolivi - A importância da democratização da Cannabis medicinal | | No novo episódio, Leopoldo Rosa recebe a médica e pesquisadora Carolina Nocetti, fundadora da International Cannabis Academy e o Cassiano Teixeira, diretor executivo da Abrace, a Associação Brasileira de Apoio Cannabis e Esperança, para falar sobre os benefícios da cannabis medicinal no tratamento de doenças e sintomas. No podcast, Rodolfo Amstalden, um dos sócios-fundadores da Empiricus, explica ainda o crescimento do mercado da Cannabis no mundo dos investimentos. Clique aqui para ouvir o episódio da Rádio Jolivi. | | |
Referências: - Statin wars: have we been misled about the evidence? A narrative review
- BMC Medicine volume 11 , Article number: 57 (2013)
- Diabetes Care 2009 Apr; 32(4): 541-546
- The American Journal of Clinical Nutrition , Volume 97, Issue 2, February 2013, Pages 268–275
- Med Sci Monit . 2014 Nov 6;20:2183-8
- JACC Heart Fail. 2014 Dec;2(6):641-9
- Andrew Sumarsono, Hussain S. Lalani, Muthiah Vaduganathan, Ann Marie Navar, Gregg C. Fonarow, Sandeep R. Das, Ambarish Pandey. Trends in Utilization and Cost of Low-Density Lipoprotein Cholesterol–Lowering Therapies Among Medicare Beneficiaries. JAMA Cardiology, 2020;
- Al Saadi T, Assaf Y, Farwati M, Turkmani K, Al-Mouakeh A, Shebli B, Khoja M, Essali A, Madmani ME. Coenzyme Q10 for heart failure. Cochrane Database of Systematic Reviews 2021, Issue 1. Art. No.: CD008684
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