O governo de São Paulo anunciou hoje que todo o estado vai entrar na fase vermelha, a mais restritiva do Plano São Paulo, por duas semanas a partir das 0h01 de sábado (6). Nesta fase, apenas serviços essenciais —como mercados e farmácias— ficam abertos, mas com capacidade reduzida. O objetivo é frear o avanço da pandemia. Ontem, São Paulo registrou 468 mortes pela doença. Hoje, atingiu 75,3% da ocupação de UTI (Unidades de Tratamento Intensivo). As escolas da rede estadual, um dos principais pontos do debate sobre um possível fechamento, continuarão abertas para alunos que necessitarem de alimentação e suporte educacional, segundo o governo. As unidades de ensino municipais e particulares poderão ficar abertas, respeitando o limite legal de ocupação de 35%, a depender dos municípios e das empresas. A presença dos estudantes é opcional. Segundo os integrantes do governo, o Poupatempo terá atendimento digital nesse período, mas os campeonatos de futebol podem continuar, desde que sem plateia. As praias devem ser usadas para "atividades individuais". As medidas valem de sábado ao dia 19, mas podem ser prorrogadas. Uma projeção realizada pelo próprio governo apontou que o sistema de saúde entrará em colapso em 15 de março se nada alterar o rumo da pandemia. Com o risco do esgotamento de leitos, o governo anunciou hoje a disponibilização de mais 500 vagas para covid-19 —339 de UTI e 161 de enfermaria. Hoje, mais de 7.000 pessoas com a doença estão internadas em UTIs. Também negocia novas doses de vacina.

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