As negociações de compra da vacina Moderna pelo Brasil avançaram hoje após reunião entre o Ministério da Saúde e representantes do laboratório. Os desenvolvedores confirmaram que poderão entregar ainda este ano 13 milhões de doses da vacina contra a covid-19, em um curto prazo estipulado. Ficou acertado que, até o final de julho, o Brasil receberá 1 milhão de doses da Moderna, e a mesma quantidade nos meses de agosto e setembro. As outras 10 milhões de doses previstas serão distribuídas até dezembro. A expectativa da pasta é acordar mais 50 milhões de vacinas do laboratório em janeiro de 2022, no total de 63 milhões de imunizações do desenvolvedor. O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, já havia adiantado que a Moderna é uma das vacinas mais caras no mercado, com cada dose no valor médio de US$ 37 (cerca de R$ 210, na cotação atual). A vacina da Moderna teve eficácia de 94,1% já na fase 3 dos estudos. Outras vacinas O Ministério da Saúde também vai receber lotes semanais da CoronaVac pelo Instituto Butantan e fará repasses no mesmo período aos estados. O cronograma foi divulgado hoje pela pasta. Serão recebidas 22,7 milhões de doses do imunizante contra a covid-19 até o dia 31 de março. As entregas começaram na última quarta-feira (3). A próxima remessa, com 2,6 milhões de doses, será enviada aos estados e ao Distrito Federal na semana que vem. Na segunda quinzena de março, está prevista a entrega de 3,8 milhões de doses da vacina da AstraZeneca/Oxford, que será o primeiro lote produzido no Brasil pela Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) com matéria-prima importada. Também são esperados mais 2,9 milhões de doses do mesmo imunizante, adquiridos via consórcio Covax Facility. O governo também assinou o contrato com o laboratório Precisa Medicamentos/Bharat Biotech, responsáveis pela vacina indiana Covaxin. A previsão é de que das 20 milhões de doses acordadas, 8 milhões já devem estar à disposição do Brasil neste mês.

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