"Sim, eu engordei" Valesca Popozuda, cantora, no Twitter, em resposta a comentários de que teria engordado na quarentena Se tá difícil encontrar algo positivo nesse período de confinamento sem fim e com tantas mortes, causadas pela pandemia do coronavírus, Universa faz hoje um exercício de Poliana e te mostra ao menos um lado bom. Muitas mulheres, famosas ou não, têm usado a quarentena para se livrar de cobranças e padrões estéticos que a sociedade martela na gente desde sempre, aceitar seus corpos, resgatar a autoestima e assumir uma beleza mais real —sem filtros e, ainda assim, instagramável. O que a gente chamou em uma reportagem aqui de Universa de "corpo de quarentena". Aqui, a gente mostra alguns jeitos de aproveitar o isolamento para aliviar o peso das pressões estéticas e rever seus conceitos de beleza. Taí uma tendência que vale a pena seguir. 1. Engordei, sim, e daí? A fala recente da cantora Valesca Popozuda é quase um manifesto pela aceitação dos quilinhos (ou quilões) a mais, parte integrante da quarentena de quase todo mundo. "Tô fazendo quarentena. Eu não tô mais fissurada em aparecer sarada pra ninguém me desejar ou as capas de revistas me chamarem. Eu quero estar bem comigo mesma. Quero estar feliz e eu estou feliz assim." 2. Esses seus cabelos brancos, bonitos. Assumir os brancos de vez (diante da falta de um cabeleireiro ou por preguiça mesmo) foi outra atitude que muitas mulheres aproveitaram a quarentena para tomar. A representante máxima do movimento foi a atriz Suzana Alves (conhecida pela personagem Tiazinha), que virou notícia ao deixar aparecer os cabelos grisalhos. "Envelhecer querendo ser como era há 20 anos é triste e escraviza. Por enquanto, me sinto forte e bonita assim", escreveu Suzana em texto para Universa. 3. Envelheça do seu jeito. Quebrando expectativas como sempre, Preta Gil havia assumido os cabelos brancos durante o isolamento. Então, às vésperas de completar 46 anos, decidiu pintá-los de novo —mas de cor-de-rosa. "Fui tão cobrada por aqui para pintar os cabelos brancos que finalmente eu fiz, não do jeito que alguns julgam ser o certo, para escondê-los, pra não demonstrar a idade. Tenho refletido muito sobre ressignificar o envelhecer, o que envelhece é a nossa alma", disse a cantora em uma rede social. 4. Assuma suas espinhas. O movimento de autoaceitaçao das espinhas #acnepositivity, que vem ganhando força nas redes, não foi necessariamente impulsionado pela quarentena, mas tem tudo a ver com esse momento de exaltação da beleza imperfeita. Em entrevista a Universa, a designer Thaís Pinheiro falou sobre os benefícios de aderir à onda: "Descobri um mundo inteiro de pessoas que passavam pelo mesmo que eu. Segui essa e outras hashtags e meu feed hoje se parece mais comigo, e isso não tem preço". 5. Oi, celulite! Tudo bem? Defensora do "corpo livre", a produtora de conteúdo Simone Marcenal falou a Universa sobre seu processo de aceitação das celulites que decidiram pintar durante a quarentena: "Nesse isolamento, eu tenho tentado lidar de maneira menos tóxica com meu corpo. E, nisso, entra o prazer de comer algo que eu gosto. Se eu não puder fazer isso, vai ficar muito mais difícil. Meu corpo é mutável, e eu sou muito mais que as celulites". Como disse outra entrevistada, "corpo bonito é aquele que tem gente feliz dentro". |
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