Com a justificativa de medidas de ajuste fiscal, o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), encaminhou à Alesp (Assembleia Legislativa de São Paulo) um projeto de lei que prevê a extinção de dez empresas públicas, fundações e institutos de pesquisas. A culpa dos cortes, segundo o tucano, é dos impactos econômicos causados pela pandemia do novo coronavírus. A intenção, segundo o governo, é tapar o rombo de cerca de R$ 10 bilhões provocado pela pandemia do novo coronavírus —cujo impacto trouxe queda significativa da atividade econômica e aumento de despesas. A estimativa de perda de arrecadação em 2020 é de quase R$ 27 bilhões. Para 2021, o estado prevê uma economia com crescimento em ritmo menor do que a queda registrada neste ano, com despesas da mesma ordem. O pacote, chamado de "a boiada de Doria" por Nabil Bonduki, colunista da Folha, manda tirar dinheiro das universidades públicas e da Fapesp, a principal fomentadora de pesquisa acadêmica no estado, e manda fechar instituições tão diferentes quanto o Zoológico, a CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano) e a EMTU (Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos). Somente o zoológico arrecada anualmente R$ 33 milhões e registra 1,3 milhão de visitantes no período. Para os funcionários da fundação, boa parte dos 320 empregos está em risco. |
Nenhum comentário:
Postar um comentário