Liderada por Rodrigo Maia (DEM-RJ), a Câmara dos Deputados manteve ontem (20) o veto do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) ao congelamento salarial de servidores públicos até o fim de 2021. Na quarta-feira, o veto do presidente havia sido derrubado no Senado, em uma derrota para o governo. Era preciso que o veto fosse rejeitado nas duas Casas. No entanto, a Câmara reverteu o resultado e votou pela manutenção do veto de Bolsonaro. Para manter o veto, era preciso ter 257 votos. Foram 316 votos a favor do veto ante 165 votos contra. Mais cedo, Bolsonaro afirmou que seria impossível governar o Brasil se o veto fosse derrubado. A possibilidade de reajuste para algumas carreiras poderia representar um aumento de despesas entre R$ 98 bilhões e R$ 120 bilhões aos cofres da União, estados e municípios, segundo o Ministério da Economia. Apesar da vitória na Câmara, senadores não gostaram da afirmação de Paulo Guedes sobre a votação de quarta e pedem uma explicação. O ministro disse que "pegar o dinheiro da saúde e permitir que se transforme em aumento de salário do funcionalismo é um crime contra o país". |
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