Bom dia!
O petróleo começa a semana em alta, avançando para a faixa de US$ 104 por barril do tipo brent enquanto o mercado financeiro ainda não consegue vislumbrar um desfecho para a guerra que afeta o fornecimento da commodity para o mundo.
O governo americano estimou mais quatro a seis semanas de conflito, com ameaças de ataques ainda mais destrutivos ao Irã. Há uma semana, o próprio presidente americano havia "previsto" o fim rápido dos bombardeios, cenário que parece fora de questão por enquanto.
Ainda assim, os futuros das bolsas americanas amanhecem em alta nesta segunda-feira. Na Europa, a tendência é de queda.
Trata-se de um otimismo comedido, com investidores avaliando os impactos da subida do petróleo sobre a inflação dos países. O timing não poderia ser mais complexo. A semana será marcada pela chamada Superquarta, em que decisões de política monetária dos Estados Unidos se alinham ao anúncio do Brasil.
Nos EUA, está claro que não haverá cortes de juros por agora. No entanto, investidores reajustaram suas apostas e passaram a prever apenas uma redução nas taxas americanas, para a reunião de dezembro, de acordo com a ferramenta Fed Watch.
Mais complicada é a situação do Copom. O BC brasileiro está preparado para reduzir a Selic na reunião de quarta-feira, mas a escalada do petróleo tem feito analistas reconsiderarem o corte esperado de 0,50 ponto percentual para modesto 0,25 ponto.
Uma amostra dessa revisão de expectativas deve aparecer no boletim Focus, que atualiza semanalmente as apostas do mercado para inflação, Selic, PIB e outros indicadores.
Ainda assim, investidores seguem otimistas com o Brasil. O EWZ, fundo que representa as ações brasileiras em Nova York, começa a semana em alta, apontando viés positivo para o Ibovespa. Bons negócios.
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