Bom dia!
O petróleo vai fechando o mês de março com alta acumulada de quase 50%, disseminando pelo globo um novo choque inflacionário. Com a cotação desta manhã, de US$ 107 por barril, a subida é de 48,88%. Confirmada a valorização, essa deve ser a maior alta mensal da história do brent. O recorde anterior foi registrado em setembro de 1990, na Guerra do Golfo, quando o barril avançou 46% no mês.
E os reflexos já chegam ao consumidor. Nos EUA, a gasolina superou a marca de US$ 4 o galão, o maior patamar desde 2022, quando os preços do petróleo dispararam por causa da invasão russa à Ucrânia. No Brasil, estados discutem como subsidiar o abastecimento de diesel, enquanto na Zona do Euro, a inflação anual subiu para 2,5% em março, a maior em mais de um ano.
Bancos centrais têm avisado que, se necessário, vão voltar a subir os juros para controlar o impacto sobre os preços. É o que disseram dirigentes do Fed, o BC americano, nesta segunda. As declarações devem seguir nesta terça-feira.
Juros altos costumam limitar o potencial de alta das bolsas. Nesta terça, porém, investidores ignoram o risco. Os futuros americanos operam em alta, acompanhados dos principais índices europeus. O EWZ, fundo que representa as ações brasileiras em Nova York, também sobe.
É como se investidores estivessem tentando decretar o fim da guerra, apesar de todas as evidências em contrário. O Irã voltou a bombardear países da região, isso enquanto os Estados Unidos ameaçam com uma invasão por terra ao mesmo tempo em que diz que as negociações estão avançando.
A valorização desta terça, porém, não deve apagar o mês negativo para ações. O Ibovespa cai 3,32% até aqui, reduzindo a valorização de 2026 a 13,27%. O S&P 500 recua 7,78% no mês, e agora perde 7,73% no primeiro trimestre do ano. Bons negócios.
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