Bom dia!
Volatilidade é a palavra que resume o movimento do petróleo. Nesta sexta, a commodity volta a subir, isso após a montanha-russa da véspera ter levado o barril para quase US$ 120 e de volta para abaixo dos US$ 110.
Em meio ao sobe e desce, uma relação inversa vai se estabelecendo com as bolsas americanas: se o óleo sobe, os principais índices tendem a cair, como ocorre com os futuros nesta manhã em Wall Street. Na semana, o S&P 500 cai 0,38%.
As notícias que têm a guerra como pano de fundo se espalham pela economia como um geral. Na véspera, o governo Trump pediu US$ 200 bilhões ao Congresso para financiar os bombardeios ao Irã, isso num contexto em que a dívida pública dos Estados Unidos já desperta receio nos mercados. No entanto, por enquanto não há indicações de uma reação negativa de Wall Street à demanda do Pentágono.
O fato é que o noticiário tem tido dificuldade de virar suas atenções a outros temas além da guerra – talvez porque eles possam ser ainda menos animadores. Há um alerta crescente de gestores tradicionais nos Estados Unidos para dois fenômenos. O primeiro é a excessiva concentração do S&P 500. Com a expansão das apostas em inteligência artificial e os investimentos multimilionários anunciados, dez empresas concentram mais de um terço do valor de mercado do S&P 500.
Qualquer frustração com essa aposta poderia causar impactos sem precedentes. O segundo é um alerta de uma eventual formação de uma nova crise de crédito, a exemplo do que ocorreu em 2008. Ainda é cedo para saber se esses alertas serão chamados, no futuro, de profecia.
Por enquanto, o pessimismo internacional beneficia a bolsa brasileira. O índice sobe 1,47% na semana e recuperou, na véspera, os 180 mil pontos. Nesta sexta, o EWZ, fundo que representa as ações brasileiras em Nova York, recua no pré-mercado. Bons negócios.
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