Bom dia!
Wall Street tenta se distrair de assuntos ligados à guerra no Oriente Médio. Mas mesmo notícias que poderiam ser positivas se convertem em sinais negativos no atual cenário. A Alphabet, dona do Google, anunciou que seus pesquisadores desenvolveram uma tecnologia de compressão que reduz a necessidade de chips de processamento e de armazenamento para o funcionamento dos serviços de inteligência artificial.
De um lado, a tecnologia deve tornar a IA mais barata. Mas isso potencialmente reduz a demanda por processadores, afetando as ações de empresas infladas pela escassez de componentes. Nisso, os papéis da Micron caem mais de 2% no pré-mercado em Nova York. A Alphabet também recua.
Os custos da IA ainda são maiores do que a capacidade das big techs em gerar receita com ela. Num exemplo desse descompasso, na noite de quarta-feira a OpenAI anunciou o fim da Sora, a IA para geração de vídeos.
Nesta quinta, os futuros americanos amanhecem em baixa, após a euforia da véspera causada pela expectativa de um cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã. O petróleo volta a subir com força e é negociado na faixa de US$ 106 por barril, isso após ter ficado abaixo dos US$ 100 na véspera. Depois de o Irã desmentir negociações com os EUA, há indicativos de que haja espaço para conversas. Não o suficiente para que investidores globais mantenham suas apostas positivas, especialmente ante novas ameaças dos EUA.
O EWZ segue a tendência negativa e recua quase 1% no pré-mercado. Na agenda do dia, os destaques são o IPCA-15 e a entrevista coletiva do presidente do BC, Gabriel Galípolo, sobre o relatório de política monetária. Nos dois casos, investidores têm um interesse único: avaliar os impactos do conflito no Oriente Médio sobre a inflação. Bons negócios.
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