Você se sente bem na pele que habita? A terceira edição de Universa Talks, evento promovido por Universa na última quarta-feira, trouxe ativistas, influenciadoras e especialistas para falar sobre diferentes questões envolvendo a autoestima feminina —entre elas, gordofobia, marcas e cicatrizes, envelhecimento, autoaceitação e autoestima. O processo de se gostar parece levar tempo: até os 40 anos, as mulheres são menos seguras e têm menos autoconfiança do que os homens, indica uma pesquisa da Harvard Business Review. O estudo também mostra que a autoestima varia ao longo do tempo e depende das experiências vivenciadas por cada um —e nosso timaço de convidadas dividiu suas descobertas com as leitoras com a intenção de estimular esse processo em cada uma de nós. Veja cinco dentre muitos grandes momentos do evento: - "Construção da autoestima é ato político" - Embora cada história carregue suas particularidades e a arte de aprender a gostar de si seja uma construção contínua, a escritora, arquiteta e urbanista Joice Berth acredita que estejamos todos mais conscientes da importância de nossas jornadas individuais e como elas podem reverberar coletivamente na sociedade. "É um ato político que, ao transformar nossas consciências, transforma muitas vidas."
- "A beleza que enxergo hoje vem com garra" - A colunista de Universa Xan Ravelli relembrou situações de racismo pelas quais passou e como foi o processo de se entender e se amar. "A beleza que consigo enxergar no espelho hoje não vem de graça. Vem muito guerreada, depois de muito 'macaca', 'cabelo duro'. Recebo [elogios] com muito amor."
- "Tenho 76 anos e continuo namoradeira" - A atriz e cantora Zezé Motta diz que reposição hormonal é interessante e que a chegada da menopausa causou tensão. "Existe o mito de que você não vai mais ter prazer e nem proporcionar prazer. Tudo mentira. Tenho 76 anos, continuo namoradeira."
- "Não existe um corpo perfeito para esporte" - A maratonista Yara Achoa, 54, falou sobre sua experiência ao iniciar no universo do esporte, aos 40. "A gente se coloca uma barreira, acha que é tarde para começar. Mas a partir do momento que você se vê evoluindo, pensa: 'Como assim eu não nasci para isso?'. Não existe ter um corpo perfeito para o esporte."
- "A liberdade do corpo gordo incomoda" - Alexandra Gurgel, jornalista, ativista e fundadora do Movimento Corpo Livre diz que as pessoas se incomodam com quem está se livrando da imposição de padrões sobre o corpo. "Os outros pensam: 'Tomo remédio, faço academia, faço cirurgia plástica e aí vem alguém e diz que pode ter o corpo do jeito que quiser?'. A liberdade incomoda."
A íntegra do evento pode ser vista no canal de Universa no YouTube. 
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