Bom dia!
O Federal Reserve, banco central dos EUA, decide hoje a taxa de juros americana sob a expectativa de manutenção do atual patamar (de 3,50% a 3,75% ao ano) e uma sinalização de que haverá uma elevação dos juros na próxima reunião, em setembro. Ainda assim, 33% das apostas colhidas pela ferramenta Fed Watch, da CME, indicam a possibilidade de alta de 0,25 ponto percentual já nesta quarta-feira.
A elevação de juros por parte do Fed é calcada na alta sólida da inflação americana, em boa parte causada pela guerra no Irã e pela guerra comercial de Donald Trump. Quando o Fed subir os juros, não será surpresa se a consequência for uma pressão política de Trump, que atacava Jerome Powell por se recusar a baixar as taxas americanas.
Trata-se de tema ainda mais sensível porque a decisão, se vier em setembro, ocorrerá dois meses antes da eleição de meio de mandato nos EUA. Por causa das políticas desastrosas de Trump, os Republicanos estão sob risco de perder a maioria no Legislativo dos EUA.
Mas a quarta-feira será ainda mais longa para investidores. Pela manhã, saem resultados financeiros do Santander (com impacto direto na B3), Airbus e P&G. Após o fechamento, saem os números das big techs Meta e Microsoft. A empresa de Mark Zuckerberg é apontada como uma das mais expostas ao excesso de endividamento causado pelos investimentos turbinados em IA.
Enquanto isso, os futuros das bolsas americanas amanhecem com tendência positiva, à exceção do Dow Jones. O EWZ, fundo que representa as ações brasileiras em Nova York, também avança. O desempenho do EWZ é puxado pela valorização dos papéis da Petrobras.
Na noite de terça-feira, a companhia anunciou ter quebrado recorde de refino de combustíveis no segundo trimestre, isso enquanto a importação recuou. Os números são consequência direta da guerra que bloqueia a passagem de petróleo pelo Estreito de Ormuz. Bons negócios.
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