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PARA 'SALVAR' PAUTAS ECONÔMICAS NO SENADO, LULA TENTA APROXIMAÇÃO COM ALCOLUMBRE
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Bom dia!
Camilo Santana, líder do PT no Senado, afirmou nesta quarta-feira, 8, que o presidente Lula e Davi Alcolumbre (União-AP), presidente do Senado, devem se encontrar reservadamente esta semana, numa tentativa de reaproximação depois de dois meses e meio de tensões. A relação entre os dois ficou estremecida quando Alcolumbre trabalhou pela rejeição do nome de Jorge Messias para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF), pois preferia o aliado Rodrigo Pacheco no lugar. Desde então, Lula e Alcolumbre não se falam.
Como resultado, o governo tem tido dificuldade para avançar pautas econômicas importantes na Casa em ano eleitoral, como a proposta para o fim da escala de trabalho 6x1. Além disso, Alcolumbre ameaça colocar em votação as temidas “pautas-bomba”, que impõem despesas pesadas no longo prazo e colocam em risco o já combalido equilíbrio fiscal. Entre elas, a proposta de aposentadoria especial para agentes de saúde, com impacto estimado de 30 bilhões de reais nas contas públicas, e a elevação do piso salarial de médicos e dentistas, que pode custar 7,7 bilhões de reais só em 2027. Também há um projeto de lei para usar o Fundo Social do pré-sal para financiar dívidas de produtores rurais, que pode drenar 140 bilhões de reais em dez anos.
Alcolumbre suspendeu a sessão conjunta do Congresso Nacional para a análise de vetos presidenciais que ocorreria nesta quinta-feira, 9, por causa de um “desentendimento entre lideranças até do mesmo partido, em diferentes Casas”. Quanto mais essas discussões são adiadas para as vésperas do recesso parlamentar, que começa no dia 18, mais difícil se torna a articulação do Palácio do Planalto para garantir a manutenção de vetos de Lula.
No cenário internacional, as atenções estão voltadas para a retomada das hostilidades entre Estados Unidos e Irã. Na noite de quarta-feira, o presidente Donald Trump afirmou que o governo iraniano entrou em contato para reavivar as negociações pelo fim da guerra, mas que não sabe se eles são “merecedores” disso. Após a disparada nos preços do petróleo registrada na véspera, a oscilação da commodity demonstra estabilidade no início desta quinta-feira. As bolsas internacionais também ensaiam uma recuperação, depois de um dia de quedas generalizadas.
Apesar do feriado estadual em São Paulo, a B3 funciona normalmente. As agências bancárias, no entanto, permanecem fechadas.
Bons negócios.
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Futuros S&P 500: 0,07%
Futuros Nasdaq: 0,48%
Futuros Dow Jones: -0,15%
EWZ: -0,47%
*Às 8h00
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8h30 – Ata do Banco Central Europeu
8h30 – Dario Durigan, ministro da Fazenda, concede entrevista à Rádio Gaúcha
9h30 – Pedidos de auxílio-desemprego (EUA)
16h30 – Gabriel Galípolo, presidente do BC, tem audiência com representantes da American Express
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Índice europeu (Euro Stoxx 50): 0,53%
Londres (FTSE 100): -0,81%
Frankfurt (DAX): 0,11%
Paris (CAC): 0,25%
*Às 7h58
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Índice chinês CSI 300 (Xangai e Shenzhen): 2,54%
Hong Kong (Hang Seng): -0,70%
Bolsa de Tóquio (Nikkei): 1,38%
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Brent: 0,20%, a US$ 73,67 o barril
Minério de ferro negociado na bolsa de Dalian: 0,86%, a US$ 98,86
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IPOs DESTRAVADOS?TIRO NO PÉ
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A primeira grande assinatura do próximo presidente da República — seja quem for o eleito — pode valer mais para o mercado financeiro do que qualquer corte imediato da Selic. Na avaliação de executivos do Bradesco BBI, uma única sinalização fiscal considerada crível logo no início de 2027 teria potencial para derrubar os juros futuros, reacender o apetite de investidores estrangeiros e abrir espaço para entre cinco e dez ofertas públicas iniciais de ações (IPOs) já no próximo ano. Saiba qual é a essa canetada decisiva na reportagem de Bruno Andrade.
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