Bom dia!
Investidores estão desconfiados com o total de investimentos que as big techs têm anunciado em data centers e outros projetos ligados à IA, pela dificuldade de imaginar quando esses desembolsos vão se converter em lucro, se é que vão.
Um relatório divulgado pela Nikkei joga ainda mais dúvidas nesse cenário. De acordo com estimativas, as big techs teriam US$ 1,65 trilhão em dívidas que não aparecem em balanço, isso após uma expansão de oito vezes desde 2022. O número é maior do que aquele efetivamente reportado nos balanços, de US$ 1,35 trilhão.
Não se trata de maracutaia, mas de regras contábeis. A dívida fora do balanço se refere a contratos futuros para fornecimento de data centers, chips etc. E enquanto os contratos ainda são uma promessa futura tanto de entrega, quanto de pagamento, esse dado não entra nas demonstrações financeiras, mas fica como uma nota explicativa.
A notícia, porém, dá materialidade para o tamanho da aposta das empresas e do mercado no universo IA. Nesta quarta, os futuros das bolsas americanas começam o dia em queda, puxadas justamente pelo índice de tecnologia Nasdaq. Após o fechamento do mercado, Google e Tesla divulgam seus resultados financeiros do segundo trimestre.
Pesa ainda sobre o mercado a escalada do conflito no Oriente Médio. O petróleo avança a US$ 95 com notícias de fechamento de rota de escoamento do produto no Mar Vermelho. A Agência Internacional de Energia emitiu um alerta sobre risco de desabastecimento global.
Não bastasse o dia negativo, o Brasil ainda lida com a entrada em vigor das tarifas comerciais americanas, isso enquanto recebe ameaças de uma nova rodada de alíquotas à medida que o governo Trump volta a pressionar parceiros comerciais. Bons negócios.
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