Bom dia!
O preço do petróleo despenca mais de 9% nesta segunda-feira, após uma pausa nos bombardeios entre Estados Unidos e Irã que dá a investidores esperanças de uma volta à mesa de negociações. Ainda não há confirmação de diálogo entre os países.
De qualquer forma, o que importa é o timing. A pausa e o relativo alívio no preço do brent, que recua para abaixo dos US$ 90 por barril, chega na semana em que o Federal Reserve deve decidir o futuro da taxa de juros nos Estados Unidos. As apostas coletadas pela ferramenta Fed Watch ainda indicam manutenção dos juros, mas 30% dos investidores apostam em um aumento.
A inflação dos EUA é pressionada tanto pela alta dos combustíveis, causada pela guerra no Irã iniciada pelos americanos após pressão de Israel, quanto pelas tarifas de importação que Trump impõe a parceiros comerciais. A inflação do país está em 3,5% em doze meses até junho, ante meta de 2%. Descontados os preços de alimentos e energia, a alta é de 2,6%.
Ainda assim, fica difícil imaginar que dirigentes do Fed podem embasar decisões otimistas para a política monetária em um cenário tão frágil quanto o da guerra no Oriente Médio.
A semana será marcada também por uma agenda carregada de balanços tanto nos EUA quanto no Brasil. Por lá, saem números de big techs. Por aqui, o Santander abre a temporada de resultados dos bancos. A Vale também divulga balanço na semana. Já a agenda de indicadores do dia é fraca.
Os futuros das bolsas americanas avançam de forma sólida, aproveitando o alívio do petróleo, acompanhados dos principais índices europeus, que também sobem. O EWZ, fundo que representa as ações brasileiras em Nova York, se beneficia do otimismo. Bons negócios.
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