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O Ibovespa opera em alta de 0,97% no meio do dia desta quinta-feira, aos 172.314 pontos, acompanhando a recuperação das bolsas internacionais após a forte aversão ao risco da véspera. Em Nova York, Dow Jones, S&P 500 e Nasdaq avançam, enquanto investidores recompõem posições após três pregões consecutivos de queda da bolsa brasileira. O mercado também aguarda a divulgação do IPCA de junho, prevista para esta sexta-feira. No exterior, permanecem no radar os desdobramentos da retomada dos ataques dos Estados Unidos contra o Irã e as ameaças de Teerã de restringir a navegação no Estreito de Ormuz. O petróleo Brent recua 1,35%, para 76,97 dólares por barril. O dólar cai 0,29%, para 5,13 reais.
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O governo de Donald Trump deve decidir nos próximos dias se imporá uma nova rodada de tarifas sobre produtos brasileiros. Segundo Jamieson Greer, representante comercial dos Estados Unidos, ainda existe uma “grande distância” nas negociações com o Brasil e a Casa Branca anunciará uma posição “muito em breve”. A decisão é esperada até 15 de julho, quando termina o prazo da investigação aberta pelos Estados Unidos com base na Seção 301 da Lei de Comércio. Caso o tarifaço seja confirmado, novas taxas poderão atingir parte das exportações brasileiras, mas a lista de produtos ainda não foi divulgada.
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PAREDÃO DE R$ 709 BILHÕES
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O Tesouro Nacional enfrenta, de julho a setembro, o vencimento de cerca de 709 bilhões de reais em títulos da dívida interna, o equivalente a quase 8% de toda a dívida pública federal. O pico será em agosto, quando vencem 285,5 bilhões de reais. Com os juros pressionados, investidores exigem remuneração maior para financiar o governo. O Tesouro fica diante da opção de aceitar taxas mais altas, reduzir a oferta de títulos ou recorrer ao colchão de liquidez. O desafio não é a falta imediata de recursos, mas o risco de encarecimento da rolagem da dívida em um momento de desconfiança fiscal.
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A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) abriu um processo administrativo para apurar possíveis interferências da Previ, fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil, na renúncia de Daniel André Stieler da presidência do conselho de administração da Vale. O procedimento foi aberto a pedido de um investidor e tramita sob sigilo. A Vale informou que Stieler decidiu deixar o cargo após não resistir à pressão da Previ, maior acionista de referência da mineradora. O fundo, por sua vez, afirmou que a substituição faz parte de um processo natural de renovação e indicou José Maurício Pereira Coelho para o posto. A eleição do novo presidente do conselho está prevista para o dia 22.
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