Bom dia!
O lucro da fabricante de semicondutores taiwanesa TSMC disparou 77% no segundo trimestre em comparação ao ano anterior, em um cenário em que a demanda por chips segue turbinada pelos investimentos ligados à inteligência artificial. A receita saltou 36%.
Não parece ter sido suficiente para os investidores. Os recibos de ações da companhia negociados em Nova York recuam mais de 4% no pré-mercado. E o resultado parece contaminar os mercados financeiros globais, que continuam padecendo do receio dos efeitos da retomada dos ataques entre EUA e Irã no Estreito de Ormuz.
Os futuros das bolsas americanas recuam nesta quinta, acompanhados pelos principais índices europeus. O EWZ, fundo que representa as ações brasileiras em Nova York, também cede.
Por aqui, investidores calculam o impacto do novo tarifaço americano sobre as importações brasileiras e de uma possível retaliação, isso enquanto enquanto estimam uma eventual desaceleração da atividade econômica. Na véspera, o IBGE mostrou uma queda no setor de serviços em maio. Nesta quinta, saem os dados de vendas no varejo, sensíveis ao alto endividamento da população. Para além da pesquisa do IBGE, a agenda econômica é fraca para a Faria Lima. Já Wall Street aguarda a divulgação dos dados da Netflix e um novo pronunciamento de Donald Trump aos americanos. Bons negócios.
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