Bom dia!
As tarifas sobre produtos importados pelos Estados Unidos começam a entrar em vigor sem sinais de que o governo Trump tenha terminado sua cruzada contra os países. A partir desta quarta, ítens brasileiros que chegam aos EUA pagam até 50% de alíquota, incluindo aí alimentos como carne e café.
O governo e a indústria seguem na esperança de que o efeito sobre a inflação americana faça com que os produtos entrem na lista de exceções.
Os sinais de Trump mostram o contrário. Com a Europa, o americano ameaça elevação das tarifas caso a União Europeia não execute os US$ 600 bilhões em investimentos prometidos. Analistas afirmam que essa era uma das promessas "para inglês ver" do bloco, já que Ursula Von der Leyen não pode obrigar companhias a fazer investimentos, nem nos EUA, nem em outro lugar do planeta.
De resto, há uma nova rodada de pressão sobre a indústria de semicondutores e farmacêutica, com Trump declarando que deseja usar as tarifas para forçar multinacionais a instalarem suas linhas de produção em território americano. Enquanto isso, o ministro da saúde dos EUA, Robert F. Kennedy Jr, determinou a suspensão da produção de vacinas do tipo mRNA, usadas pela primeira vez contra a Covid.
A política do caos não tem abalado investidores. Os futuros americanos amanhecem a quarta-feira no azul, mesmo sinal registrado na Europa e no fechamento na Ásia.
O Brasil segue na mesma toada. O EWZ, fundo que representa as ações brasileiras nos EUA, ganha 0,22% no pré-mercado. Por aqui, o governo deve anunciar as medidas de proteção aos setores afetados, enquanto segue tentando negociar com os americanos. Haverá ainda a divulgação da balança comercial de julho, que pode mostrar efeitos antecipados da imposição de tarifas. Bons negócios.
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