"Plataformas de IA generativa não foram desenvolvidas para te ajudar, mas para te substituir. E se você as usa com frequência, está ajudando a treiná-las e acelerando a sua própria derrota." Este é um trecho do manifesto escrito pelo ilustrador mineiro Danilo Aroeira, intitulado "Artistas vs. Inteligência Artificial". No texto, ele diz, ainda, que "tudo não passa de um eufemismo para plágio high-tech: cópia em larguíssima escala de textos e imagens alheios escavados da internet", e responde de maneira crítica aos principais argumentos de quem é favorável ao uso de plataformas como o ChatGPT (da OpenAI) e Midjourney. Danilo ilustra desde criança, por influência familiar – o avô materno, apesar de ser engenheiro, costumava fazer charges. Na adolescência, desenhava quadrinhos para o jornal da escola. Formou-se publicitário e trabalhou em boa parte da carreira como diretor de arte em agências de propaganda. Atualmente, é professor de Artes Visuais na PUC-MG, em Belo Horizonte, e faz HQs de forma independente, a exemplo da webcomic autoral Samurai Boy. Os alunos dele já conhecem a regra: não utilizar inteligência artificial em hipótese alguma. Em entrevista ao Draft, Danilo fala sobre a preocupação com a disseminação desenfreada das plataformas e a expectativa de regulação. |
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