Olá, investidor. Após recordes em Nova York, as bolsas internacionais operavam sem tendência definida na manhã desta sexta-feira (5), com os investidores monitorando os números de geração de empregos nos Estados Unidos em outubro. A partir de agora, os indicadores do mercado de trabalho serão acompanhados ainda mais de perto pelo mercado, uma vez que serão responsáveis por ditar o ritmo que o Federal Reserve (banco central americano) reduzirá seu programa de recompra de ativos. Assim, uma economia gerando mais empregos e perto do "pleno emprego" deve acelerar o fim dos estímulos, enquanto dados mais fracos podem levar o Fed a desacelerar o passo. Além da criação de postos de trabalho, outros componentes agora também ficarão no radar, como a taxa de participação da população economicamente ativa, que está em nível muito menor do que no pré-pandemia. Uma volta à normalidade desse indicador pode tirar um pouco a pressão de alta dos salários e amenizar a subida da inflação nos EUA. Já as principais bolsas asiáticas fecharam o último pregão da semana em queda. Outra incorporada chinesa apresenta dificuldades para honrar seus compromissos financeiros, o que alimenta novos questionamentos sobre a saúde financeira do setor e da economia da China. Além disso, restrições provocadas por novos surtos de Covid preocupam. E por aqui, o que esperar? O Brasil atravessou outro dia de queda na Bolsa na quinta-feira (4) diante do aumento de preocupações em torno de uma possível derrota da PEC dos Precatórios no segundo turno na Câmara dos Deputados. A pressão também está alta no Senado com o PSDB, que conta com seis senadores, dizendo que a bancada na Casa irá votar contra a medida. Teme-se que, em caso de fracasso na aprovação da PEC, um eventual Plano B do governo Bolsonaro provoque descontrole de gastos em ano eleitoral. O Ibovespa fechou em forte queda de 2,09%, aos 103.412 pontos. O que parecia uma batalha vencida pelo governo - e que afastava parte das incertezas sobre o cenário fiscal - voltou a ganhar as manchetes, e os agentes do mercado voltaram a ficar receosos. Nem os bons resultados que vem sendo apresentados pelas companhias, em geral, conseguem dar um alívio para a Bolsa. Um cenário que se assemelha com a temporada de resultados do segundo trimestre. No 'Investigando o Mercado' de hoje (exclusivo para assinantes do UOL): resultados trimestrais do Bradesco e Mercado Livre. Abraços, Felipe Bevilacqua Analista de Investimentos de Levante CNPI - Analista certificado pela Apimec Gestor CGA - Gestor de Fundos certificado pela Anbima Administrador de Recursos e Gestor autorizado pela CVM Queremos ouvir vocêTem alguma dúvida ou sugestão sobre investimentos? Mande sua pergunta para uoleconomiafinancas@uol.com.br. 
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